Riviera Maya, 9 de maio de 2026. – “O Agente Secreto” (Brasil) e “O Eternauta” (Argentina) consagraram-se como as produções com mais vitórias na grande noite do audiovisual ibero-americano. Com quatro Prêmios PLATINO, “O Agente Secreto”, escrita e dirigida por Kleber Mendonça Filho, levou o prêmio de Melhor Filme Ibero-Americano de Ficção, somando a este os de Melhor Direção, Melhor Roteiro e Melhor Interpretação Masculina (Wagner Moura também levou o Prêmio de Melhor Interpretação em votação popular). E teve mais Brasil subindo ao palco: “Apocalipse nos Trópicos” levou o Platino de Melhor Documentário e “Beleza fatal” o de melhor Série de Longa duração.
A série argentina “O Eternauta”, criada por Bruno Stagnaro, saiu vitoriosa na categoria de Melhor Minissérie ou Telessérie Cinematográfica, conquistando também os prêmios de Melhor Criador de Minissérie ou Telessérie e Melhor Interpretação Masculina em Minissérie ou Telessérie.
Ambas as obras se tornaram os títulos, cada uma em seu formato, com o maior número de troféus da décima terceira edição do Prêmios PLATINO XCARET, realizada neste sábado no Teatro Gran Tlachco do Parque Xcaret, em Riviera Maya (México), mostrando mais uma vez a produção excepcional e variada com que o audiovisual em espanhol e português surpreende o público a cada ano.
"Para nosso elenco maravilhoso, amamos vocês. Quero agradecer a todos os nossos colaboradores, aliados, distribuidores, que fizeram esse filme chegar a todos os países", lembrou a produtora Emilie Lesclaux, responsável por receber a estatueta que consagrava o filme brasileiro como o melhor do ano, ao lado do diretor Kleber Mendonça Filho. Diretor e produtora, casal e pais de dois filhos, quiseram dedicar o reconhecimento a eles, além de trocarem palavras afetuosas que refletiam a parceria criativa que trouxe o sucesso à obra com mais troféus da noite. Ambientado no Brasil de 1977, O Agente Secreto narra, em tom de thriller, a misteriosa fuga da repressão — transformada num jogo de espionagem — de um engenheiro do Estado durante a ditadura militar, enquanto ele busca reencontrar seu filho.
Quando esse reconhecimento ocorreu, o diretor e roteirista já tinha subido ao palco três vezes antes. Para celebrar sua vitória em Melhor Roteiro, afirmou: "Em um momento de mentiras, o mundo do cinema é um instrumento poderoso com histórias cheias de poesia, de aventura, histórias fantásticas e com a verdade do drama humano, das histórias de amor e afeto". O prêmio de Melhor Direção foi dedicado "à sua companheira de vida e produtora, primeira leitora de seus roteiros", além de Wagner Moura, "grande amigo, grande colaborador e grande ator", e a toda a equipe que tornou possível "essa grande aventura".
O PLATINO de Melhor Interpretação Masculina foi concedido a Wagner Moura por dar vida ao protagonista do filme. O ator aproveitou para dizer, por meio de uma mensagem de texto lida pelo diretor: "Amo os Prêmios PLATINO, encontrar amigos, descobrir talentos, figuras, artistas trabalhadores do cinema que falam espanhol e português, amo cada vez que vejo o Brasil integrado numa cultura maior e que também é nossa. Amo ver todos nós juntos. Quero dedicar este prêmio a esse diretor gênio, grande amigo e grande artista, esse homem bonito e sensual", referindo-se ao próprio Mendonça.