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Cinemateca Capitólio destaca carreira de diva pop Diana Ross no cinema

Programação especial dura de 14 até 20 de maio

Cinemateca Capitólio destaca carreira de diva pop Diana Ross no cinema
O Ocaso de uma Estrela é destaque da nova mostra do Capitólio

A Cinemateca Capitólio pega carona no sucesso recente da cinebiografia Michael, atual fenômeno mundial de bilheteria sobre a trajetória do cantor Michael Jackson, para homenagear a breve mas intensa carreira cinematográfica da cantora Diana Ross, uma das principais referências musicais do Rei do Pop.

A partir do dia 14 de maio, a Capitólio exibe três títulos raros e emblemáticos do cinema black norte-americano da década de 1970 protagonizados por Ross, O Ocaso de uma Estrela (1972), cinebiografia da cantora Billie Holiday, Mahogany (1975), em que Ross interpreta uma modelo que se transforma em um ícone fashion, e O Mágico Inesquecível (1978), esfuziante versão black do clássico O Mágico de Oz, que também conta com Michael Jackson no elenco, vivendo o personagem do Espantalho. Além da presença de Diana Ross, os três filmes compartilham uma recepção predominantemente negativa por ocasião de seu lançamento, tanto por parte da crítica quanto do público, o que terminaria por abreviar a relação de Ross com o cinema. Percepção que em anos recentes tem sido motivo de uma reavaliação, a partir da circulação de novas cópias dos filmes e do lançamento de obras como o documentário Is That Black Enough for You!?!, de Elvis Mitchell (2022), disponível no catálogo da Netflix com o título A História do Cinema Negro nos EUA.

Filmes Mostra Diana Ross no Cinema

 O Ocaso de uma Estrela (Lady Sings the Blues), de Sidney J. Furie. Estados Unidos, 1972, 154 minutos.

Controversa cinebiografia da mítica cantora Billie Holiday (1915-1959), encarnada com empenho por Diana Ross, em uma performance que lhe valeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz em 1973 (que perderia para Liza Minnelli, por sua atuação em Cabaret). Uma produção ambiciosa da gravadora Motown, com excelente reconstituição de época e ótimos atores, mas que foi acusada à época de sua estreia de narrar de forma apressada e superficial a trágica vida de Holiday. No auge de sua carreira, Ross agarra a personagem com força e brilha tanto nas cenas dramáticas quanto nos números musicais. Entre os defensores do filme, está a temida crítica de cinema Pauline Kael, que reconheceu seus méritos em um longo artigo publicado na revista New Yorker.

Mahagony, de Berry Gordy, Tony Richardson e Jack Worsmer. Estados Unidos, 1975, 109 minutos.

Tracy (Diana Ross) é uma mulher negra e pobre que sonha em se tornar uma estilista famosa. Sua ambição a leva ao estrelato nas passarelas da Europa como modelo, mas o envolvimento com um jovem político em ascensão (Billy Dee Williams, em personagem inspirado no ativista Jesse Jackson) irá abalar suas convicções. Drama novelesco ambientando no glamouroso mundo da moda, ambiente que sempre atraiu Ross, Mahogany vem sendo redescoberto nos últimos anos graças ao sucesso de O Diabo Veste Prada, pela singularidade de seu olhar black em direção ao universo fashion. O filme teve uma produção conturbada, que culminou com a demissão do diretor Tony Richardson pelo produtor Berry Gordy, fundador da gravadora Motown. O próprio Gordy assumiu a função, e sua falta de experiência teria comprometido o resultado final, segundo detratores do filme. Mas a performance pioneira de Diana Ross como uma supermodelo se tornaria uma referência especialmente para as mulheres negras americanas, desde a estreia de Mahagony nos cinemas, em 1975. Exibição única no projeto Raros, no dia 15 de maio, às 19h30.

O Mágico Inesquecível (The Wiz), de Sidney Lumet. Estados Unidos, 1978, 134 minutos.

Super produção que faz uma releitura black de O Mágico de Oz, agora ambientado em Nova York e com Diana Ross dando vida à personagem Dorothy, imortalizada no cinema por Judy Garland. Além de Ross, uma constelação de extraordinários artistas negros participa do elenco – Michael Jackson, Lena Horne, Mabel King, Richard Pryor...–, neste filme superlativo, de cenários extravagantes e com números musicais antológicos.

Programação Semana 14 a 20 de maio de 2026

 14 de maio (quinta-feira)

14:45 – Suspiria (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 99 minutos

16:30 – Diana Ross no Cinema: O Mágico Inesquecível (entrada franca) – 134 minutos

19:15 – Veneno para as Fadas (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 90 minutos 

15 de maio (sexta-feira)

14:45 – Suspiria (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 99 minutos

16:30 – Veneno para as Fadas (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 90 minutos

19:30 – Projeto Raros: Mahogany (entrada franca) – 109 minutos

16 de maio (sábado)

14:45 – Suspiria (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 99 minutos

16:30 – Diana Ross no Cinema: O Mágico Inesquecível (entrada franca) – 134 minutos

19:15 – Veneno para as Fadas (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 90 minutos

 17 de maio (domingo)

14:45 – Suspiria (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 99 minutos

16:30 – Diana Ross no Cinema: O Ocaso de uma Estrela (entrada franca) – 154 minutos

19:15 – Veneno para as Fadas (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 90 minutos

19 de maio (terça-feira)

14:45 – Suspiria (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 99 minutos

16:30 – Diana Ross no Cinema: O Mágico Inesquecível (entrada franca) – 134 minutos

19:15 – Veneno para as Fadas (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 90 minutos

20 de maio (quarta-feira)

14:45 – Suspiria (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 99 minutos

16:30 – O Ocaso de uma Estrela (entrada franca) – 154 minutos

19:15 – Veneno para as Fadas (R$ 16,00 e R$ 8,00) – 90 minutos

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