A artista, compositora, DJ e produtora Posada apresenta ao público seu primeiro álbum autoral, “Flecha Envenenada”, obra que reúne música urbana latina e memória ancestral indígena em uma criação profundamente atravessada por território, identidade e vivência. O pré-lançamento acontece no dia 16 de janeiro e integra o projeto que leva o mesmo nome e que vem sendo realizado ao longo dos últimos meses, articulando música, formação, debate e circulação artística. Já o lançamento oficial do álbum nas plataformas digitais acontecerá em data a ser anunciada.
Resultado de um processo artístico que parte da experiência de Posada como mulher indígena vivendo em contexto urbano, o álbum é atravessado por sonoridades contemporâneas e por narrativas que resgatam e atualizam seus referenciais culturais. “Flecha Envenenada” reúne oito faixas: Tenoné, Madrugada, Raízes do Norte, Crya, Língua Viva, Meta Dobrada, Flechas Certeiras e Aluá, todas de autoria da artista, com colaborações de Dessa Ferreira, Oderiê, Aghata e B.art em algumas composições.
Com influências que transitam entre carimbó, brega, côco, reggae, dancehall, rap/ hip hop, bullerengue, cumbia, bolero, reggaeton e música eletrônica, o disco reflete a trajetória múltipla da artista e sua vivência entre diferentes territórios e culturas. A produção musical é assinada por Dessa Ferreira, Diabelsmusic, Aghata, DJ MTN9090 e Posada, mixagem e masterização de Luís Lopes.
O título do álbum carrega camadas simbólicas que atravessam história, memória e resistência - “A flecha envenenada era usada como forma de proteção dos territórios pelos povos originários amazônicos e de outros lugares. Esse conceito vem desse lugar, da resistência, da história e da memória ancestral, mas também do que me atravessa hoje, das minhas experiências, referências e inspirações”, explica a artista. Ao mesmo tempo, o álbum se projeta como um gesto de afirmação artística e política, ampliando os territórios possíveis para artistas indígenas dentro da indústria musical.
Posada é multiartista, DJ, cantora, compositora, produtora musical e cultural formada em Música Popular pela UFRGS. Sua pesquisa artística parte do corpo, do território e da memória, utilizando beats, vozes, texturas e paisagens sonoras como instrumentos narrativos e políticos. Artista indígena em contexto urbano, filha de pai colombiano e mãe paranaense, com infância no Rio Grande do Sul, vivências no Pará e atuação atual em São Paulo, sua trajetória é atravessada por múltiplas influências culturais, sonoras e territoriais que se refletem diretamente em sua produção musical.
Atuante na cena da música eletrônica e da música urbana, Posada circula por pistas, festas e projetos que dialogam com diversidade, autonomia e experimentação, tendo passado por iniciativas, coletivos e eventos como Arruaça, além de diferentes festas, ocupações culturais e projetos independentes ligados à música, à arte contemporânea e às culturas periféricas e dissidentes. Sua atuação articula criação artística, curadoria, formação e pensamento crítico sobre a cidade, identidade e pertencimento.
Show de pré-lançamento
Para marcar a chegada do álbum ao mundo, o projeto realizará um evento gratuito de pré-lançamento, reunindo artistas convidados do Rio Grande do Sul, majoritariamente mulheres, pessoas negras, indígenas e LGBTQIAP+. A proposta é transformar o evento em um momento de encontro, trocas, convivência e afirmação coletiva. Todos esses, inclusive, princípios que norteiam a trajetória da artista e o conceito do álbum.
O show acontecerá no dia 16 de janeiro, a partir das 20h, no Espaço Marcelina, localizado na Rua do Parque, 213, São Geraldo, Porto Alegre (RS) e será aberto ao público.
O lançamento oficial do álbum nas plataformas digitais acontecerá em breve e será divulgado no perfil de Posada no Instagram - @barraposada.