Em abril, para celebrar o Mês dos Povos Indígenas, a Sala Redenção realiza, em conjunto com a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade da UFRGS, a mostra “O canto da terra viva”. A programação, composta por seis produções audiovisuais protagonizadas por pessoas indígenas, valoriza as identidades, os saberes e a resistência dos povos originários brasileiros. A mostra acontece de 27 a 30 de abril, com entrada gratuita e aberta à comunidade em geral.
O drama ficcional “Terra Vermelha” (2008), de Marco Bechis, abre a programação no dia 27. O longa-metragem, que concorreu ao Leão de Ouro no Festival de Veneza em 2008, retrata os dilemas dos indígenas guarani-kaiowás de Mato Grosso do Sul na luta por território.
Também integram a mostra os documentários “O Mestre e o Divino” (2013), de Tiago Campos, que reflete sobre os resquícios da catequização portuguesa em uma comunidade indígena da atualidade; e “Gyuri” (2021), de Mariana Lacerda, que conta a história da relação da fotógrafa Claudia Andujar com os povos yanomami da Amazônia brasileira.
A programação encerra no dia 30 de abril, às 14h, com a exibição de três curtas-metragens: “Ga vī: a voz do barro” (2022), “Fuá – o sonho” (2025) e “Da aldeia à universidade” (2025). A sessão é seguida de conversa com Raquel Kubeo, pesquisadora indígena kubeo e doutoranda em educação pela UFRGS; Susana Maria Assis, guarani-mbya graduanda em Artes Visuais; e Odirlei Kaingang, estudante indígena kaingang da Faculdade de Direito. Para essa sessão, o público é convidado a contribuir com um quilo de alimento não perecível em apoio à comunidade kaingang de Canela, na serra gaúcha.
A Sala Redenção está localizada no campus centro da UFRGS, com acesso mais próximo pela Rua Eng. Luiz Englert, 333. “O canto da terra viva” tem apoio de Ancine, Descoloniza Filmes e Taturana – Cinema e Impacto Social.
Serviço:
Mostra “O canto da terra viva”
De 27 a 30 de abril
Sala Redenção – Cinema Universitário
Rua Eng. Luiz Englert, 333 – campus centro da UFRGS
Entrada franca
Site – ufrgs.br/difusaocultural
Instagram – @salaredencao
Apoio: Ancine, Descoloniza Filmes e Taturana – Cinema e Impacto Social
Programação:
Terra vermelha
(Dir. Marco Bechis | 2008 | BR | 108 min | Ficção | 14A)
No Mato Grosso do Sul, uma comunidade indígena guarani-kaiowá luta para retomar suas terras, ocupadas por fazendeiros. A perda das origens e do universo sagrado seduz os jovens ao suicídio. Durante uma retomada, um jovem guarani vive um improvável encontro com a filha de um fazendeiro.
27/04 | segunda-feira | 16h
28/04 | terça-feira | 19h
O Mestre e o Divino
(Dir. Tiago Campos | 2013 | BR | 85 min | Documentário | S/C)
Como todo período histórico importante, a catequização indígena no Brasil envolve mitos e verdades. Em pleno século XXI, uma aldeia em Sangradouro, no estado do Mato Grosso, recebe a visita de dois cineastas, o alemão Aldalbert Heide e o xavante Divino Tserewahu, que auxiliam na descoberta das origens de certas tradições da comunidade.
27/04 | segunda-feira | 19h
29/04 | quarta-feira | 16h
Gyuri
(Dir. Mariana Lacerda | 2020 | BR | 88 min | Documentario | S/C)
Uma linha geopolítica improvável entre a pequena aldeia húngara de Nagyvárad e a Terra Indígena Yanomami, na Amazônia brasileira. Judia, sobrevivente da Segunda Guerra, Claudia Andujar exilou-se no Brasil e dedicou a vida à salvaguarda dos povos yanomami.
28/04 | terça-feira | 16h
29/04 | quarta-feira | 19h
Ga vī: a voz do barro
(Dir. Ana Letícia Meira Schweig, Angélica Domingos, Cleber kronun de Almeida, Eduardo Santos Schaan, Geórgia de Macedo Garcia, Gilda Wankyly Kuita, Iracema Gãh Té Nascimento, Kassiane Schwingel, Marcus A. S. Wittmann, Nyg Kuita, Vini Albernaz | BR | 2021 | 11 min | Animação | Livre)
O filme apresenta a produção de objetos de cerâmica pelo povo kaingang, no estado do Paraná, em uma narrativa sensível que aborda a transmissão de conhecimentos entre gerações de mulheres indígenas.
Fuá – o sonho
(Dir. Viviane Jag Fej Farias, Amallia Brandolff | 2025 | BR | 20 min | Documentário | S/C)
Criada longe das tradições de seu povo, Fuá sonha com uma planta misteriosa. Preocupada com a mãe adoecida, ela busca respostas em uma jornada de cura e reconexão, decifrando seu sonho a fim de encontrar sua verdadeira identidade.
Da aldeia à universidade
(Dir. Leandro de Alcântara | 2025 | BR | 16 min | Documentário | Livre)
Documentário que aborda as experiências e conflitos culturais dos indígenas srowasde xerente e krtadi xerente ao saírem da aldeia em busca da formação universitária.
30/04 | quinta-feira | 14h + conversa com Raquel Kubeo, Susana Maria Assis e Odirlei Kaingang