Bom dia! Se você ainda não tem planos para o final de semana, temos quatro opções de exposição de artes visuais para sugerir – de cosmologia indígenas à produção de artistas mulheres. E mais:
⚠️Sintergs denuncia desvio de função de assistentes sociais para fiscalizar obras do governo
🪘 Comitê da Política Cultura Viva do RS critica editais da Sedac em fórum nacional*
🗺️ A história da centenária rua Santana, no coração de Porto Alegre
🤳🏼 Juremir tenta entender o que determina sucessos e fracassos no ambiente digital das redes
E amanhã, nossos assinantes recebem uma nova edição da revista Parêntese, com séries sobre Milton Santos e os 400 anos das Missões e um novo capítulo do cordel de Gonçalo Ferraz. Bom final de semana!
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Quatro exposições de arte contemporânea para ver no final de semana
A agenda do final de semana está agitada para quem gosta de artes visuais, com aberturas de exposições e bate-papos com artistas. Hoje, no Remanso, Catarina Dias inaugura a exposição Formas do Invisível, fruto do seu período de residência artística no Programa 2025 de Concessão de Ateliê do instituto cultural. A artista apresenta trabalhos que partem de fotografias feitas em 2014, numa viagem de Guaíba ao interior da Bahia, para investigar seu passado familiar e as marcas do êxodo rural de famílias brasileiras pobres.
Já na Fundação Ecarta, a nova temporada expositiva começa com três projetos, de Xadalu Tupã Jekupé, Isabelle Foliatti e Vherá Mirim Sergio, que articulam memória, oralidade e cosmologias indígenas contemporâneas. As exposições são alusivas aos 400 anos das Missões Jesuítico-Guaranis. Junto à abertura acontece mais uma edição do projeto Ecarta Conversa, um espaço de diálogo sobre processos de criação, pensamentos curatoriais e arte-educação com a presença dos artistas, curadores e professores.
No sábado, a Ocre Galeria recebe Teresa Poester para uma conversa com mediação de Icleia Cattani e Jailton Moreira. A exposição A Natureza do Gesto, que inaugurou no último sábado (16), reúne um conjunto de obras em preto e branco de grande escala, gravuras em metal e litogravuras inspiradas nas paisagens da zona rural francesa onde a artista vive parte do ano.
À tarde, a Fundação Vera Chaves Barcellos oferece uma visita mediada pelas artistas Mariane Rotter e Vilma Sonaglio à exposição Há Pouco?, que tem curadoria de Bruna Fetter e é a maior mostra já realizada no espaço, reunindo mais de 90 obras de 94 artistas mulheres do acervo da instituição. Entre os trabalhos apresentados estão gravuras, desenhos, fotografias, pinturas, vídeos e objetos que datam dos anos 1950 até a década atual. Todos os eventos têm entrada gratuita. Confira os detalhes abaixo e aproveite!
19h – Tape – Estudo dos Caminhos, de Xadalu Tupã Jekupé; Projeto Potência: Exercícios de Permanência: Oralidade e Memória, de Isabelle Foliatti; Projeto Professor Artista/Artista Professor: Vherá Mirim Sergio
Galeria Ecarta (Av. João Pessoa, 943)
*Ecarta Conversa: 17h, sala 3
Visitação até 28/06
19h – Formas do Invisível
Individual de Catarina Dias
Remanso – Instituto Cultural (R. Santo Antônio, 366)
Visitação até 18/07
11h – Conversa com Teresa Poester
mediação Icleia Cattani e Jailton Moreira
Ocre Galeria (Av. Polônia, 495)
11h
14h30 às 17h – Visita mediada à exposição Há Pouco?
com Mariane Rotter e Vilma Sonaglio; curadoria de Bruna Fetter
Fundação Vera Chaves Barcellos (Rod. Tapir Rocha, 8480 – parada 54, Viamão/RS)
O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER
Governo designa assistentes sociais como fiscais de obra, denuncia Sintergs
O Sindicato dos Servidores de Nível Superior do Rio Grande do Sul (Sintergs) protocolou nesta semana denúncia junto à Procuradoria-Geral do Estado quanto ao caso de assistentes sociais estarem sendo designados para fiscalizar obras do programa Avançar SUAS Reconstrução. As primeiras denúncias chegaram ao sindicato em março. A pasta responsável pelas obras, a Secretaria de Desenvolvimento Social, informou que avalia o caso.
O programa do governo do estado é voltado à construção e recuperação de equipamentos espalhados em 128 cidades. Esses locais oferecem serviços inseridos no Sistema Único de Assistência Social (Suas) e são desde Centros de Referência de Assistência Social a postos do Cadastro Único. O Sintergs optou por não revelar os locais onde ocorreram as denúncias para preservar os servidores.

Comitê gaúcho critica editais da Sedac em fórum nacional da Cultura Viva
O Comitê Gestor da Política Estadual de Cultura Viva do Rio Grande do Sul apresentou um documento criticando a forma como a Secretaria de Estado da Cultura (Sedac) tem conduzido editais da área, durante a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura. Segundo o comitê, a pasta do governo abandonou a gestão compartilhada das iniciativas do setor e ignorou grupos ligados à cultura popular nos editais Avançar Tchê e de Carnaval.
O evento, realizado em Aracruz, no Espírito Santo, reúne agentes culturais de todo o país para debater a Política Nacional de Cultura Viva – criada a partir da Lei Cultura Viva, de 2014, que reconheceu iniciativas comunitárias, entidades e agentes culturais populares e estabeleceu os Pontos e Pontões da Cultura como política de estado.
O comitê gaúcho também criticou a falta de políticas municipalizadas de cultura: dos 62 municípios gaúchos que receberam recursos do segundo ciclo da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab) destinados à Cultura Viva, nenhum possui lei específica para a área. Para o comitê, essa ausência prejudica o planejamento e a fiscalização dos recursos da cultura.
O Rio Grande do Sul é o único estado com um Comitê Gestor da Política de Cultura Viva, reunindo representantes do governo, da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e dos pontos de cultura.
Ao Brasil de Fato RS, a Sedac afirmou que a Política Estadual de Cultura Viva “tem recebido uma atenção especial”, com “ações estruturantes e recorde de recursos disponibilizados”.
*Erramos: o Comitê Gestor da Política Estadual de Cultura Viva do Rio Grande do Sul foi o responsável pelo documento apresentado com críticas à gestão da Sedac na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura – e não a "delegação gaúcha" presente no evento, como divulgado na newsletter de sexta-feira (22).
O bairro Santana, um dos principais de Porto Alegre, cresceu em torno e foi nomeado a partir de uma rua que por pouco não teve outro nome. Reportagem de Zero Hora conta a história: com origem que remonta a 1865, a então Rua de Sant’Ana nasceu depois que a Câmara Municipal recebeu uma proposta de doação de terrenos para a abertura de um trecho capaz de conectar o parque da Redenção ao arroio Dilúvio.
À época, vereadores aceitaram a oferta, e propuseram e aprovaram que a denominação da passagem fosse Rua Lincoln, em homenagem a uma das 47 figuras que já ocuparam a presidência dos Estados Unidos. Conforme livro do historiador Sérgio da Costa Franco, não se sabe porque a alusão não prevaleceu. Nas primeiras décadas, a rua não cruzava o Dilúvio, em razão da ausência de ponte – a construção da estrutura só começou a partir de 1887, permitindo que a cidade se expandisse.
OUTRAS NOTÍCIAS
Terminam na próxima segunda (25) as inscrições dos editais do Ciclo 2 da Política Nacional Aldir Blanc. Nesta etapa, Porto Alegre recebeu R$ 8,5 milhões que serão distribuídos em diferentes editais para o fomento à cultura na capital. As inscrições podem ser feitas neste link.
Previstos no projeto do governo do estado para o Instituto de Educação Flores da Cunha, o museu da educação e a biblioteca não saíram do papel. Após dois anos da retomada das aulas, as obras, que tiveram o prazo prorrogado duas vezes, ainda não começaram.
O contrato para conclusão da Nova Ponte do Guaíba também não foi assinado com o consórcio vencedor do leilão e, conforme o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), não há prazo definido para a assinatura.
Em parceria com o Dmae, o Comitê Brasileiro de Barragens ministrou um curso sobre procedimentos de inspeção na barragem da Represa Lomba do Sabão. Uma reportagem da Matinal mostrou, no ano passado, que a Represa não conta com plano de segurança e laudo de estabilidade ou um plano de ação emergencial.
Os moradores de loteamentos da antiga Cohab nos bairros Rubem Berta e Costa e Silva terão a oportunidade de regularizar gratuitamente seus imóveis, em um mutirão nos dias 25 e 26. O atendimento ocorrerá das 9h às 16h, por ordem de chegada, no Centro Vida.
Foi sancionada ontem a política municipal de acolhimento a pessoas enlutadas por suicídio, intitulada “Vidas que Ficam”. A proposta é oferecer apoio psicológico, social e informativo a familiares e demais atingidos por perdas por suicídio.
Outra lei sancionada ontem criou o programa Conecta Idoso, que busca promover a alfabetização digital de idosos, além de estimular o uso de tecnologias para comunicação, informação, saúde e lazer.
Em Sapucaia do Sul, a supressão de árvores na área do Horto Florestal tem causado revolta e indignação nos moradores, que consideram este o maior desmatamento visto na região nos últimos anos.
A prefeitura de Canoas encaminhou dois projetos à Câmara de Vereadores, ambos com objetivo de flexibilizar processos de licenciamento, visando reduzir burocracias e garantir agilidade na aprovação de projetos, emissão de alvarás e abertura de atividades econômicas.
Neste fim de semana, obras no viaduto da BR-116 sob responsabilidade do Dnit vão alterar as operações da Trensurb. Entenda como será o funcionamento.
Diante do prognóstico de um El Niño intenso este ano, o governo do Estado antecipou ações de prevenção e acionou um fluxo de governança integrada com municípios de maior risco climático.
Juremir olha para as redes, tentando entender o que determina sucessos e fracassos nos espaços digitais.
CULTURA

Izis Abreu, curadora da plataforma Oríkì – Arte Afrodiaspórica, lançada na última terça-feira, é a convidada do episódio #8 do podcast Movida. Roger Lerina e Marcelo Perrone comentam ainda o filme brasileiro Eu Não Te Ouço, escrito e dirigido pelo ator Caco Ciocler, o horror argentino A Virgem da Pedreira e o clássico do cinema nacional Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), que está completando 50 anos do lançamento.
Geraldo Azevedo celebra 80 anos pensando no futuro

Após celebrar 80 anos em 2025, Geraldo Azevedo traz a Porto Alegre a turnê Oitentação. O cantor, compositor e violonista pernambucano apresenta-se com sua banda neste sábado (23/5), às 21h, Teatro do Bourbon Country. O show contará com a participação especial de Vitor Ramil. Em entrevista exclusiva, o músico comenta a respeito de sua longa trajetória e antecipa planos para o futuro. Leia a matéria de Roger Lerina.
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