Pular para o conteúdo

PUBLICIDADE

✉️ Gauchesco e brasileiro

Parêntese #338

✉️ Gauchesco e brasileiro
Foto: @osfagundesoficial/Reprodução

Nesta semana, a cultura tradicionalista gaúcha perdeu um de seus maiores nomes: o artista Bagre Fagundes, que ao lado do já falecido irmão Nico compôs o “hino” regionalista Canto Alegretense. Na seção Nossos Mortos, publicamos uma homenagem especial ao folclorista, escrita por seu sobrinho, Adão Villaverde

De olho no futuro do trabalho em um planeta marcado por extremos climáticos, Luís Augusto Fischer entrevista a jurista Valdete Souto Severo sobre o livro Outros Mundos Possíveis: problematizando discursos sobre trabalho, autonomia e dependência. Entre os temas da conversa, a autora defende que a crise ambiental atual é fruto do capitalismo. Ela também questiona se há possibilidade de superar o que considera mais do que um modelo econômico: um modelo de gestão da vida.

Temos ainda uma dobradinha de resenhas: Guto Leite propõe um debate sobre Todas as minhas mortes, monólogo de Júlio Conte, que estreou nesta quarta-feira (5) no Multipalco Eva Sopher. Já Maria Rosa Fontebasso comenta a exposição de José Verá, da aldeira Yvyty Porã, e do grupo MAHKU – Movimento dos Artistas Huni Kuin, do Acre, no MARGS. 

Tiago Maria relembra a história de sua avó, que completou 100 anos neste ano, no mesmo dia do aniversário de Porto Alegre. Em 2025, o autor publicou uma série de textos aqui na Parêntese, entrelaçando as memórias dela às transformações urbanas da capital. Reunidos, os textos deram origem à coletânea Centenária, recentemente publicada pela Editora Santa Sede.

Em vista do dia dos pais, José Mário Neves reflete sobre parentalidade e como é orbitar a existência de outra pessoa. Após ser atropelado enquanto fazia uma entrega em Porto Alegre, Luan Santana Ribeiro transforma o acidente em uma reflexão sobre vulnerabilidade. No folhetim Sussuarana, de Alice Elnecave Xavier, estamos chegando na reta final do folhetim, agora no ano de 2023. 

Saindo do Sul, seguimos para o Norte do Brasil, onde Alfredo Fedrizzi inicia uma série de três textos sobre a Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, no município de Sena Madureira, no Acre. Baseando-se na sua dissertação de mestrado em Antropologia sobre a reserva, o autor busca personificar esse espaço da Amazônia, muitas vezes conhecido apenas por abstração. 

Por fim, Gonçalo Ferraz publica a primeira parte do 15° capítulo do Cordel do Corte Raso, e Juremir Machado da Silva revisita uma das discussões mais persistentes da literatura brasileira: Grande sertão: veredas é um romance sobre um amor homoafetivo? 

Boas leituras!