Confira todos os textos da edição #338
- Bagre Fagundes, “Gauchesco e brasileiro”, por Adão Villaverde
- Valdete Souto Severo: “É preciso e é possível construir outros modos de conviver”, entrevista por Luís Augusto Fischer
- Todas as minhas mortes, de Júlio Conte, por Guto Leite
- Parar e refletir, por Maria Rosa Fontebasso
- A floresta tem endereço e habitantes, por Alfredo Fedrizzi
- Centenária, por Tiago Maria
- Órbitas dos afetos, por José Mário Neves
- Por que todo entregador do Ifood deve ser pós-modernista?, por Luan Santana Ribeiro
- Grande Sertão é ou não um romance sobre um amor gay? Parte 1, por Juremir Machado da Silva
- Sussuarana – Capítulo VIII, por Alice Elnecave Xavier
- Cordel do Corte Raso – Capítulo 15 – Parte I, por Gonçalo Ferraz
O monólogo é uma arte difícil e representa em si mesma a crise do teatro burguês, um “teatro de diálogos”. É necessário sustentar a atenção da plateia e eventualmente dialogar com ela sem que a peça se perca em um solilóquio. Todas as minhas mortes (2026), texto e atuação de Júlio Conte e direção de Marcelo Restori, é um bom monólogo, o que significa que desenvolve bem sua dramaturgia em que a matéria pessoal do ator (e conhecido diretor) ganha estrutura dramática e estabelece, ela, a peça, um diálogo com sua audiência.