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Todas as minhas mortes, de Júlio Conte

Parêntese #338

Todas as minhas mortes, de Júlio Conte
Foto: Fabio Berriel/Divulgação

Confira todos os textos da edição #338

O monólogo é uma arte difícil e representa em si mesma a crise do teatro burguês, um “teatro de diálogos”. É necessário sustentar a atenção da plateia e eventualmente dialogar com ela sem que a peça se perca em um solilóquio. Todas as minhas mortes (2026), texto e atuação de Júlio Conte e direção de Marcelo Restori, é um bom monólogo, o que significa que desenvolve bem sua dramaturgia em que a matéria pessoal do ator (e conhecido diretor) ganha estrutura dramática e estabelece, ela, a peça, um diálogo com sua audiência.