Nesta edição, o flautista gaúcho Ayres Potthoff mostra seu talento como fotógrafo. As imagens fazem parte de uma exposição chamada Isto não é um cachimbo: signos e percursos, exposta em maio no Espaço 373. Agora, a exposição fica disponível na íntegra aqui na Parêntese, para quem quiser percorrer a narrativa visual de Potthoff. O texto crítico é de Daisson Flach.
Luís Augusto Fischer traz uma dobradinha de entrevistas: Clarissa Ferreira conversa sobre processo judicial movido contra ela por uma paródia da música regionalista “Céu, sol, sul, terra e cor”; e com o professor e tradutor de grego antigo Leonardo Antunes, o diálogo tem como ponto de partida a nova adaptação cinematográfica da Odisseia.
Explorando outro lado da poesia grega, Helena Terra escreve sobre a conterrânea de Homero: Safo de Lesbos, a única poeta grega a ter o nome incluído no conjunto de poetas da Grécia arcaica. Já Cassionei Niches Petry resenha Leviatã, de Paul Auster, obra que, segundo ele, embora enraizada na Nova York dos anos 80 e 90, projeta sombras que alcançam o Brasil contemporâneo.
Nubia Silveira homenageia Carlos Bastos, jornalista gaúcho referência na cobertura política no estado. E na série sobre o rock gaúcho, Arthur de Faria aborda as contraditórias trajetórias das bandas Urubu Rei e Atahualpa, ambas tendo deixado sua marca no gênero entre aplausos e vaias.
Em mais uma crônica animal, Marília Kosby relata suas vivências ao dirigir um grupo de reflexão com homens que infringiram a Lei Maria da Penha. Desta vez, com reflexões sobre maternidade. Juremir Machado da Silva explora a sua própria contradição e a reconhece também em Riobaldo, personagem de Grande Sertão: Veredas.
Para encerrar, o sétimo capítulo de Sussuarana, de Alice Elnecave Xavier, aborda o ano de 2022 e um momento de fragilidade da protagonista. No Cordel do Corte Raso, de Gonçalo Ferraz, chegamos à terceira e última parte do capítulo 14.
Boas leituras!
