Confira todos os textos da edição #337
- “Isto não é um cachimbo”: signos e percursos de Ayres Potthoff, por Ayres Potthoff
- Corpo, voz, performance de mulher, por Luís Augusto Fischer
- Odisseia de novo, por Luís Augusto Fischer
- O acaso e o ocaso dos símbolos, por Cassionei Niches Petry
- Os fragmentos de Safo e a cortina de fumaça, por Helena Terra
- Uma vida a ser imitada, por Nubia Silveira
- Crônicas animais – Ser mulher é querer ser tudo, por Marília Kosby
- O rock gaúcho – Parte XVI, por Arthur de Faria
- Caminhos solitários: veredas, por Juremir Machado da Silva
- Sussuarana – Capítulo VII, por Alice Elnecave Xavier
- Cordel do Corte Raso – Capítulo 14 – Parte III, por Gonçalo Ferraz
2022
As unhas me deixam uma constelação de meias-luas na pele. Espero meu pai do outro lado da rua enquanto ele procura um lugar para estacionar. Assim, ganho alguns minutos sem precisar abraçar nem cumprimentar ninguém. O luto nos autoriza essa dose de antipatia. Minha mãe já está lá dentro. Deve ter sido a primeira a chegar, junto dos primos – que a língua portuguesa tão gentilmente permitiu que chamássemos de primos-irmãos.