Confira todos os textos da edição #322
- 19 de abril: Presença, resistência e extermínio dos Povos Indígenas, por Cristiano Goldschmidt
- Bibliotecas abertas, por Ângela Hoffman
- O dia em que a prefeitura “importou” 15 músicos da Itália, por Álvaro Santi
- Saramago sai e quem perde é a geração futura, por Alfredo Fedrizzi
- Meu affair com Theo, por Ondina Fachel Leal
- A substituição do pensamento, por Marlon Pires Ramos
- O Rock Gaúcho – Parte IV, por Arthur de Faria
- O tigre de olhos verdes, por Sergio Faraco
- Cordel do Corte Raso – Capítulo 2, por Gonçalo Ferraz
- Entre o mundo e eu – Capítulo II, Marlon Pires Ramos
- Refil (da meada), a epistemologia da saudade em Diego Grando, por Augusto Quenard
- A boneca e a sobrevivente do holocausto, por Juremir Machado da Silva
Rock em Porto Alegre
Em 1970, sem banda, Luis Wagner muda-se para o Rio de Janeiro, vai morar no mítico Solar da Fossa, abandona o rock como protagonista em sua vida e recupera seu lado mais brasileiro.
Como escreveria anos mais tarde:
Naquele tempo eu gostava dos Beatles, mas tinha uns nêgo véio que eu gostava muito mais.
No Rio transforma sua persona de guitarrista na sua nova encarnação, o guitarreiro (aliás, nome da canção acima citada).
Ao longo da década, será um dos criadores do “suingue”, a forma gaúcha do que, conforme o contexto, chamam de sambalanço (no Rio) ou samba-rock (em São Paulo), e já se chamara samba-jovem ou jovem-samba (de Jovem Guarda).
Tárik de Souza, que dirigiu um belo documentário sobre o sambalanço, faz a distinção:
O samba rock, nomenclatura carioca, é um estilo criado pelo Jorge Ben e o Erasmo Carlos por volta de 1965.
Exemplos: “Agora ninguém chora mais” e “O homem que matou o homem que matou o homem mau” (entre outras) do Jorge, que tem seu manifesto no disco “O Bidú” (1967). Erasmo mandou “A pescaria” e depois “Coqueiro verde”, clássicos do ramo, que foi expandido pelo Trio Mocotó (acompanhantes iniciais do Jorge).
Suingue é um termo mais utilizado em Sampa para gente como Branca di Neve, e (nas...) plagas gaúchas, Bedeu e o Luis Vagner.
Na entrevista pro site Gafieiras – feita no auge da volta do samba-rock - perguntam pra ele quem, afinal, é o pai da criança: