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O Rock Gaúcho – Parte IV

Parêntese #322

O Rock Gaúcho – Parte IV
Foto: Acervo de Arthur de Faria

Rock em Porto Alegre

Em 1970, sem banda, Luis Wagner muda-se para o Rio de Janeiro, vai morar no mítico Solar da Fossa, abandona o rock como protagonista em sua vida e recupera seu lado mais brasileiro. 

Como escreveria anos mais tarde:

Naquele tempo eu gostava dos Beatles, mas tinha uns nêgo véio que eu gostava muito mais.

No Rio transforma sua persona de guitarrista na sua nova encarnação, o guitarreiro (aliás, nome da canção acima citada).

Ao longo da década, será um dos criadores do “suingue”, a forma gaúcha do que, conforme o contexto, chamam de sambalanço (no Rio) ou samba-rock (em São Paulo), e já se chamara samba-jovem ou jovem-samba (de Jovem Guarda).

Tárik de Souza, que dirigiu um belo documentário sobre o sambalanço, faz a distinção:

O samba rock, nomenclatura carioca, é um estilo criado pelo Jorge Ben e o Erasmo Carlos por volta de 1965.

Exemplos: “Agora ninguém chora mais” e “O homem que matou o homem que matou o homem mau” (entre outras) do Jorge, que tem seu manifesto no disco “O Bidú” (1967). Erasmo mandou “A pescaria” e depois “Coqueiro verde”, clássicos do ramo, que foi expandido pelo Trio Mocotó (acompanhantes iniciais do Jorge).

Suingue é um termo mais utilizado em Sampa para gente como Branca di Neve, e (nas...) plagas gaúchas, Bedeu e o Luis Vagner.

Na entrevista pro site Gafieiras – feita no auge da volta do samba-rock - perguntam pra ele quem, afinal, é o pai da criança: