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"A Mulher que Virou Bode" revisita a trajetória da escritora Jurema Finamour

Montagem do Rakurs Teatro, com direção de Marcelo Bulgarelli, terá apresentações neste sábado e domingo, 29 e 30 de agosto, no Multipalco Eva Sopher

"A Mulher que Virou Bode" revisita a trajetória da escritora Jurema Finamour
Foto: Gilberto Perin

Vencedor de quatro Prêmios Açorianos de Teatro, o espetáculo A Mulher que Virou Bode: A História Perdida de Jurema Finamour volta a cartaz em Porto Alegre nos dias 29 e 30 de agosto, com sessões no sábado, às 20h, e no domingo, às 18h, no palco do Teatro Simões Lopes Neto, no Multipalco Eva Sopher. A montagem do Rakurs Teatro, com direção de Marcelo Bulgarelli, combina teatro, música ao vivo e documentário para revisitar a trajetória de Jurema Finamour, jornalista e escritora de grande relevância a partir da década de 1940, cuja história foi progressivamente apagada. 

Perseguida pela ditadura militar e, posteriormente, silenciada no meio intelectual, Jurema construiu uma trajetória marcada por deslocamentos, rupturas e reinvenções. Ela foi a primeira mulher presa política em Porto Alegre, e a montagem propõe uma abordagem sensível dessa história, em diálogo com a escrita da própria autora, marcada pelo humor, lucidez e tensão crítica.

Motivado pelo livro Jurema Finamour: a jornalista silenciada, de Christa Berger, e livremente baseado nas obras de Jurema, incluindo sua autobiografia A Mulher que Virou Bode, o espetáculo constrói uma dramaturgia não linear, em que diferentes linguagens se entrelaçam para revelar as múltiplas camadas da personagem, tensionando memória, identidade e narrativa. 

No palco, as atrizes Deliane Souza, Eulália Figueiredo, Iandra Cattani, Luiza Waichel e Sofhia Lovison se revezam na construção de Jurema Finamour, em uma alusão às suas múltiplas dimensões profissionais e pessoais, criando uma polifonia de vozes e presenças. A trilha sonora original é assinada por Antônio Villeroy, que compôs canções interpretadas ao vivo pelo elenco, com arranjos vocais de Simone Rasslan, além da trilha incidental, ampliando a dimensão sensível da encenação. 

A montagem incorpora o uso de máscaras cênicas — humanas e não humanas — como elemento central, explorando o mascaramento como jogo performático. O cenário, marcado pelo azul Portinari, constrói um ambiente imersivo que dialoga com a estética modernista e com a relação de Jurema com o pintor Candido Portinari.

Desde a sua estreia, em 2025, A Mulher que Virou Bode: A História Perdida de Jurema Finamour vem lotando plateias e tendo ampla repercussão de público e crítica. A peça foi vencedora de quatro categorias do Prêmio Açorianos de Teatro 2025, levando os títulos de melhor direção, elenco, trilha sonora original e atriz coadjuvante. Depois, integrou a programação de importantes festivais de artes cênicas, como o Porto Alegre em Cena e o Palco Giratório.

IngressosR$ 60,00 (inteiro) e R$ 30,00 (meia-entrada)
Pontos de venda

Online: https://www.theatrosaopedro.rs.gov.br/a-mulher-que-virou-bode-a-historia-perdida-de-jurema-finamour

Bilheteria do Multipalco Eva Sopher: de terça a domingo, das 16h às 18h (nos dias de espetáculo, o funcionamento é estendido até às 20h)

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