Dez anos depois de renovar o gênero com o ótimo Invasão Zumbi (2016), o diretor sul-coreano Yeon Sang-ho volta a colocar em cena os mortos-vivos em Zona Zero (2026). Desta vez, os zumbis surgem depois que um vírus mutante criado por um cientista vingativo é propositalmente liberado em um centro de convenções cheio de gente.
A trama de Zona Zero se inicia em uma conferência de biotecnologia na qual está presente Kwon Se-jeong (Jun Ji-hyun), uma professora desempregada que espera uma chance de se apresentar para o CEO de uma grande empresa da área. Ao mesmo tempo, o genial cientista Seo Yeong-cheol (Koo Kyo-hwan) busca vingar-se da Chains Bio, empresa na qual trabalhava, e de seu ex-patrão, inoculando nele um vírus que transforma os infectados em canibais e se espalha por dentadas.

O centro de convenções é isolado pelas autoridades, enquanto a contaminação se espalha rapidamente entre as pessoas trancadas do lado de dentro do prédio. O vírus sofre mutações rápidas no corpo dos infectados, que se comunicam entre si de maneira semelhante às formigas e agem conjuntamente como uma comunidade.
Presos nesse confinamento, Se-jeong e um grupo de sobreviventes que inclui seu ex-marido, um segurança do edifício e uma funcionária de TI cadeirante precisa lutar pela própria vida, ao mesmo tempo em que vão se revelando as motivações ocultas do cientista vilão e os zumbis ficando cada vez mais espertos.

Apesar da produção caprichada, do ritmo da ação constantemente tenso e das angustiantes cenas de perseguição e fuga, Zona Zero nada acrescenta ao filão de filmes de mortos-vivos, ficando bem aquém do suspense eletrizante alcançado pelo realizador Yeon no anterior Invasão Zumbi.

Zona Zero: * * *
COTAÇÕES
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