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Passos que se perdem

Parêntese #345 | Uma ode ao anacronismo da crônica e dos cronistas

Passos que se perdem
Quando realidade e ficção se confundem na memória do cronista

Confira todos os textos da edição #345

Tenho a impressão de que sempre fui anacrônico: um cronista com acentos poéticos num tempo de relatórios e performances. Há em mim ressaibos do século XIX, imagens simbolistas, passos que se perdem em corredores que levam a vidas que não poderei reencontrar. Ao escrever isso já me sinto estranho, como se falasse diante de um espelho, sem leitores.