Confira todos os textos da edição #345
- Verissimo faz 90 anos: viva Verissimo!, por Breno Serafini
- Reconstruir não basta: o Rio Grande do Sul precisa planejar o futuro, por Márcia Barbosa e Pedro Costa
- Arquipélago (ou o crescimento ilimitado aumenta a divisão), por Eduardo Brigidi
- Passos que se perdem, por Juremir Machado da Silva
- Futebol Verissimo, por Giba Assis Brasil
- Beco dos livros, por Sheisa Amaral
- Arquitetura é pendurar redes, Luís Augusto Fischer entrevista Thiago Benucci
- A dama da Duque – Capítulo V, por José Roberto Iglesias
- Cordel do Corte Raso – Capítulo 17 – Parte II, por Gonçalo Ferraz
Tem aquele poema do João Cabral chamado “Fábula de um arquiteto”, em que ele expressa seu desconforto com uma capela desenhada por Le Corbusier. João Cabral não gostou nada da capela toda fechada – o poema começa com um verso forte – “A arquitetura como construir portas, de abrir”.
Lembrei dessa imagem para sugerir que a conversa que abaixo se lerá poderia se chamar “A arquitetura como pendurar redes”. Sabe por quê? Bem, o entrevistado, Thiago Benucci, é arquiteto e publicou um livro maravilhoso chamado O jeito yanomami de pendurar redes, livro que foi agraciado com o Jabuti Acadêmico deste ano, em seu campo. O livro saiu na série Estudos da editora Perspectiva, de São Paulo, em 2025.
O caso é que o Thiago viveu essa radical experiência de entrar em contato forte e significativo com os Yanomami, aparelhado de uma boa fluência nos modos de pensar e de ser da antropologia, e/mas com sua formação de arquiteto antes de tudo. O que rolou nessa pororoca cultural está registrado no livro, e serviu para as perguntas que apresentamos para ele, abaixo respondidas com grande generosidade.