Confira todos os textos da edição #345
- Verissimo faz 90 anos: viva Verissimo!, por Breno Serafini
- Reconstruir não basta: o Rio Grande do Sul precisa planejar o futuro, por Márcia Barbosa e Pedro Costa
- Arquipélago (ou o crescimento ilimitado aumenta a divisão), por Eduardo Brigidi
- Passos que se perdem, por Juremir Machado da Silva
- Futebol Verissimo, por Giba Assis Brasil
- Beco dos livros, por Sheisa Amaral
- Arquitetura é pendurar redes, Luís Augusto Fischer entrevista Thiago Benucci
- A dama da Duque – Capítulo V, por José Roberto Iglesias
- Cordel do Corte Raso – Capítulo 17 – Parte II, por Gonçalo Ferraz
A torrada
Por recomendação de Sandro, voltei para o hotel por uma rua mais plana e mais movimentada. Ele disse que era a rua da praia, mas não havia praia nenhuma à vista, e nas plaquinhas azuis, cor que parece dominar este relato, estava escrito “Rua dos Andradas”. Mais uma das contradições desta cidade que ia descobrindo aos poucos. A rua da Praia ou dos Andradas atravessava uma larga avenida que terminava no Mercado Público. Apesar de ser um mercado, tinha dito Sandro, tem aí bons sebos. Sebos, me explicou, são livrarias que compram e vendem livros usados. Polidamente agradeci a indicação, sem explicar-lhe que tinha um certo nojo em tocar em livros que já tivessem sido manuseados por outras pessoas e que, portanto, dificilmente visitaria os chamados “sebos”, cujo simples nome me fazia pensar em livros de capas sebosas e cheias de vincos.