Confira todos os textos da edição #334
- Beatriz Besen: “O engano está justamente na ideia de que a perspectiva política das pessoas sempre forma um todo coerente”, por Luísa Kiefer
- MPB: música parodiada brasileira – Parte I, por Breno Serafini
- Leitura, autoridade e mediação na era dos algoritmos, por Marcelo Santos
- Doutor, minha vitamina B12 está baixa!, por Enrique Falceto de Barros
- As missões e o arquipélago Guarani, por Artur Barcelos
- O rock gaúcho – Parte XV, por Arthur de Faria
- Dedos de sonhador, por Juremir Machado da Silva
- Calçola à mostra, por Claudia Tajes
- Sussuarana – Capítulo IV: 2019, por Alice Elnecave Xavier
- Antônio II: enfim chegamos ao novo sem abandonar o melhor da MPB, por Luciano Mello
- O prazer, para as seis cordas: resenha-ensaio sobre o show de Vitor Ramil em Florianópolis, por Diogo Araujo
- Cordel do Corte Raso – Capítulo 13, por Gonçalo Ferraz
Eu estava na sala de aula tentando ler um conto do Lima Barreto com a turma, vestindo o meu onipresente moletom com a estampa do álbum The Dark Side of the Moon, quando repentinamente uma aluna me perguntou, “Pink Floyd, professor, o que é isso?”. Um pouco transtornado pela interrupção – não que eu já não tenha me acostumado… –, mas, sobretudo, transtornado pelo fato de uma pergunta daquelas soar, de fato, honesta por parte da aluna, eu, que naqueles breves segundos estranhei pensar que seria impossível alguém não fazer ideia de quem era a banda que havia gravado um dos álbuns mais icônicos da segunda metade do século XX; pois bem, eu, ao invés de dizer o que era o Pink Floyd, disse quase que naturalmente: “pesquisa aí…”