Olá! Na edição de hoje, mostramos um levantamento exclusivo que acende um alerta sobre o futuro de 67 postos de saúde da capital – e de quem trabalha neles. A Matinal também traz os seguintes destaques:
🌳 Funai nega ter dado aval a projeto da CMPC
⚖️ Juízes do RS divergem sobre quem paga pelos danos das cheias de 24
⚽ Há exatos 12 anos, começava a Copa do Mundo em Porto Alegre
💬 Juremir dá o dagnóstico da derrota do Brasil
🚨 Tudo É Gênero: O custo de denunciar uma agressão sexual
🎶 Duos celebram afinidades musicais em três noites de shows em Porto Alegre
Boa leitura!
Nova gestora de postos de saúde em Porto Alegre propõe salários até 60% menores
A proposta salarial do Instituto de Apoio à Gestão Pública (IAG), que assumirá a gestão de 67 postos de saúde e uma farmácia distrital em Porto Alegre, prevê reduções significativas na remuneração de profissionais da atenção primária. Médicos, enfermeiros, farmacêuticos e outros trabalhadores podem ter perdas que variam entre cerca de 30% e 60%.
Os percentuais foram identificados em um levantamento realizado pela Matinal, que comparou as propostas apresentadas pelo IAG com a planilha de custos da Santa Casa de Misericórdia, atual gestora das unidades, para funções com a mesma carga horária.
A proposta gerou reação de médicos, sindicatos e do Conselho Municipal de Saúde, que alertam para o risco de desassistência caso a redução salarial leve à saída de profissionais das equipes.
As críticas ocorrem em um momento de aumento dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) e influenza na capital.
O caso também motivou representações ao Ministério Público e ao Ministério Público do Trabalho, além da elaboração de um projeto de lei para restringir a terceirização de atividades-fim na saúde municipal. Procurado pela Matinal, o IAG não se manifestou até o fechamento desta edição.
Leia a reportagem completa:
O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER
Funai nega ter dado aval a projeto da CMPC
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) afirmou ser “errônea” qualquer informação que atribua à autarquia apoio ao empreendimento ou ao licenciamento ambiental do Projeto Natureza, fábrica da CMPC prevista para Barra do Ribeiro. O esclarecimento foi enviado, em nota, às reportagens de Extraclasse e Jornal do Comércio.
A nota foi enviada após a veiculação de matérias que interpretaram o posicionamento da Funai como favorável ao empreendimento. A Funai declarou que “atua como órgão interveniente, observando os direitos dos povos indígenas potencialmente afetados” e que não cabe à autarquia “alterar ou ampliar o objeto do licenciamento”.
O debate ocorre em meio à ação civil pública do Ministério Público Federal, que questiona o licenciamento por ausência de Consulta Livre, Prévia e Informada a indígenas, quilombolas e pescadores – como previsto pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho.
A Funai diz que estão sendo observados procedimentos de participação junto às comunidades localizadas na área de influência do projeto.
O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) considerou o posicionamento da Fundação um avanço, mas apontou como lacunas a ausência de referência ao Protocolo de Consulta do povo Mbyá-Guarani do RS – documento elaborado pelos próprios indígenas quanto à forma de consulta preferida – e a falta de resposta quanto à forma como será realizada a consulta aos indígenas.
Dois anos após a enchente, juízes do RS divergem sobre quem paga pelos danos
A Justiça gaúcha acumula 28,7 mil ações de pessoas e empresas que cobram indenização do poder público pelos danos decorrentes da cheia de 2024 – 19,2 mil delas na Justiça estadual e outras 9,5 mil na federal, quando o alvo é a União.
No TJRS, os processos estaduais estão concentrados num núcleo de cinco juízes criado logo após a tragédia, mas o entendimento entre eles diverge: parte considera as chuvas um caso de força maior, que afasta a responsabilidade do Estado, enquanto outra reconhece falhas de planejamento e prevenção e o dever de indenizar – o que faz com que vizinhos atingidos da mesma forma possam ter sentenças opostas, a depender do sorteio que distribui os casos.
A Justiça Federal já julgou 79% das suas ações; a estadual, apenas 14%, com 4,5 mil processos de Porto Alegre suspensos à espera de uma ação civil pública do Ministério Público contra a prefeitura. As informações são de reportagem de Gabriel Jacobsen, publicada no site GZH.
COPA 2026
Juremir, sobre a Seleção Brasileira: "Ancelotti errou na escalação. Deixou no banco o melhor jogador do Brasil no momento, o centroavante moderno: Endrick. O que será que atrapalha o Endrick? Entra, vai bem, faz gol e continua terceiro reserva." Leia aqui a coluna completa.

A Copa em Porto Alegre, 12 anos depois
Num 15 de junho como este, Porto Alegre era palco de Copa do Mundo: em 2014, o Beira-Rio recebeu França x Honduras e, por algumas horas, a cidade se viu no centro do mapa, entre telões na orla, bares lotados desde cedo e torcedores falando todas as línguas pelas ruas. Doze anos depois, dá para revisitar aquele domingo e enxergar o que ficou dele na memória, nas obras e até na água que, recentemente, cobriu o mesmo estádio que um dia foi vitrine global. Confira cinco histórias que lembram como foi a Copa em Porto Alegre:
- Aquele domingo de 2014: Histórias de moradores, trabalhadores e turistas sobre como foi viver a Copa na cidade
- Protestos na rua: Manifestações também ocuparam as ruas na primeira semana de Copa, com ato em Porto Alegre.
- Para lembrar: quais foram os impactos da Copa do Mundo? Um dossiê sobre o que a Copa deixou na cidade em termos de obras às pressas, atrasadas e logo paradas, da repressão policial, da privatização e da proibição de circular nos espaços públicos.
- A obra que chegou atrasada: Obras da avenida Tronco foram concluídas na Capital após 12 anos.
- Quando a água entrou em campo: Veja como ficaram a Arena do Grêmio e o Estádio Beira-Rio naquele maio de 2024 e seu processo de recuperação.
Foto: Ivo Gonçalves/PMPA
OUTRAS NOTÍCIAS
Exames descartaram a infecção por ebola em um homem de 64 anos de Novo Hamburgo. O caso estava em investigação, e o indivíduo, que havia passado por um período em Uganda, havia sido transferido para isolamento em Porto Alegre. Apesar da negativa para ebola, o idoso testou positivo para malária.
A prefeitura de Porto Alegre vai apresentar hoje as propostas das empresas interessadas em executar obras de proteção contra cheias nos bairros Anchieta e Sarandi, na Zona Norte. Com investimento estimado de R$ 47 milhões, a proposta do DMAE inclui a construção de um dique de 100 metros entre o Arroio Passo das Pedras e o Rio Gravataí.
Hoje, a prefeitura de Porto Alegre inicia a conservação asfáltica da Av. José Bonifácio, no bairro Farroupilha. Os trabalhos ocorrem no sentido João Pessoa - Osvaldo Aranha. A conclusão está prevista para as próximas semanas.
A UFRGS definiu o Edifício Sofia, em Caxias do Sul, como apto a sediar o Campus Serra. O prédio tem cinco andares e cerca de 7 mil metros quadrados, conta com 40 salas de aula e pode atender simultaneamente 1,3 mil estudantes.
Um mês depois da instalação do botão Ronda Lilás, o dispositivo foi acionado pela primeira vez em São Leopoldo por uma mulher de 36 anos. O alerta foi atendido pela Guarda Civil Municipal, que prendeu um homem de 32 anos que descumpria medida protetiva de urgência contra a vítima.
Na última semana, a Assembleia Legislativa do RS aprovou o relatório final da CPI dos Pedágios. O documento aponta falhas estruturais nas concessões rodoviárias e recomenda o cancelamento imediato dos editais dos blocos 1 e 2.
O governo estadual enviou à Assembleia Legislativa um projeto de lei para a criação da Secretaria de Proteção e Defesa Civil. A iniciativa tem o intuito de reforçar a estrutura do estado nas ações de prevenção e resposta a desastres e emergências.
Dados divulgados pela Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) registraram aumento nos casos de feminicídio e latrocínio na comparação com o mesmo período no ano passado. Segundo o levantamento, os feminicídios passaram de três para sete casos entre maio de 2025 e maio de 2026. Já os latrocínios dobraram no período, passando de três para seis ocorrências.
Neste domingo, o Ministério Público do RS denunciou um padrasto pela morte de sua enteada de 15 anos. O caso foi classificado como vicaricídio, crime no qual o assassinato de uma pessoa próxima à mulher é utilizado como forma de causar-lhe sofrimento extremo.

O custo de denunciar uma agressão sexual
Na peça Prima Facie, Débora Falabella interpreta Tessa, uma advogada bem-sucedida que tem entre seus clientes agressores sexuais. Ela acredita que seu papel é ser uma mera operadora da Lei. Lamenta pelas mulheres que se sentam no banco das testemunhas enquanto ela defende seus algozes, mas, o que fazer?, pensa, afinal, todos têm direito à defesa, e toda história tem brechas, ela só busca onde estão os furos da narrativa.
Até que um dia Tessa é estuprada por um colega.
CULTURA
Duos celebram afinidades musicais em três noites de shows em Porto Alegre

Três shows celebram a potência das parcerias artísticas nos dias 16, 18 e 20 de junho, em Porto Alegre. O roteiro elaborado pela Matinal começa com os paulistas Joaquim e Francisca Barreto no palco do Espaço 373 (16/6). Depois passa pelo duo formado por Nina Nicolaiewsky e o cantor argentino Nacho Rodriguez, na Rádio Agulha (18/6), e retorna ao 373 com a apresentação da Banda das Ovelhas Desgarradas, liderada por Adriana Deffenti e Bruna Paulin (20/6) – primeiro projeto lançado pela plataforma Corimbo, dedicada à colaboração entre mulheres. O repórter Ricardo Romanoff entrevistou as duplas e traz os detalhes dos shows. Leia a matéria.
Muito obrigado pela sua leitura! Quem apoia a Matinal segue conosco com uma curadoria de agenda cultural para o final de semana. Quer ler agora? Então apoie e leia hoje mesmo! Até a próxima edição!

