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Neymar era o nome que todos esperavam

A longa cerimônia da convocação tinha apenas uma verdadeira expectativa: saber se Neymar estaria na Copa. Ancelotti respondeu sem hesitar e levou o principal jogador brasileiro da última década.

Neymar era o nome que todos esperavam
Rafael Ribeiro / CBF

A convocação dos 26 jogadores que vão representar o Brasil na Copa do Mundo acabou se transformando em um evento de enorme expectativa e de angústia. Havia apenas uma grande dúvida: Neymar estaria ou não na lista? Era isso que o torcedor queria saber. E precisou esperar demais.

A cerimônia foi longa, longa demais. Cansou a plateia com homenagens e atrações que não tinham relação com o momento. As histórias da carreira de Tino Marcos são importantes, mas não faziam sentido naquela espera. O cantor Dilsinho apareceu para cantar Skank em playback, algo completamente desnecessário. Depois de 55 minutos de atraso, Carlo Ancelotti finalmente foi chamado para anunciar os convocados.

Na lista de goleiros, Ancelotti mostrou que sabe exatamente o que está fazendo. Alisson e Ederson têm experiência de grandes jogos e de Copas do Mundo. Entre os demais, ninguém hoje reúne mais qualidade e segurança em partidas decisivas do que Weverton, do Grêmio. A convocação dele foi justa e merecida.

Mas toda a expectativa estava concentrada em Neymar.

Eu não teria nenhuma dúvida em convocá-lo. O Brasil já errou demais ao deixar grandes jogadores fora de Copas do Mundo. Falcão, talvez o maior jogador brasileiro dos anos 70, ficou fora em 1978 por um capricho de Cláudio Coutinho. Telê Santana, em 1986, não perdoou deslizes e acabou sem Renato e sem Leandro. Romário poderia ter disputado 1998 e 2002. Ronaldinho Gaúcho ficou fora em 2010, assim como Neymar e Ganso, que naquele momento eram os principais jogadores em atividade no país.

Deixar Neymar fora desta Copa não teria explicação. Ele foi o maior jogador brasileiro da última década, esteve entre os melhores do mundo durante anos e está pronto para jogar.

Ancelotti não teve dúvidas. Convocou Neymar. E quando anunciou o nome dele, a cerimônia parou. Todos se levantaram para aplaudir. O técnico precisou esperar o público se acalmar para continuar a leitura da lista.

A convocação contempla o que o Brasil tem de melhor. Pode haver discussão sobre um ou outro nome, isso sempre existirá. Mas Ancelotti não deixou ninguém de fora que permita falar em injustiça.

Neymar sempre foi tratado pelos próprios jogadores como a principal referência técnica da seleção brasileira. A presença dele aumenta a confiança do grupo. Também houve justiça na convocação de Endrick. É um atacante vertical, intenso, agressivo e que pode ser muito importante em uma Copa do Mundo.

Hoje vejo apenas duas seleções mais prontas do que o Brasil: França e Espanha. No restante, existe muito equilíbrio. Pela tradição, pela qualidade individual e pelo peso da camisa, o Brasil pode, sim, sonhar com o hexacampeonato.

As opiniões emitidas por colunistas não expressam necessariamente a posição editorial da Matinal.
Nando Gross

Nando Gross

Jornalista e comentarista esportivo, com passagem por algumas das mais importantes emissoras de rádio do país. Contato: nandogrossjornalista@gmail.com

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