A caminhada do deputado federal Chupetinha, AKA Nikolas Ferreira, segue
firme desde Paracatu, em Minas, até Brasília. As más línguas dizem que é uma marcha gourmet, que ele dormiria em hotel e que alguns trechos seriam feitos de carro. O futuro do pretérito me exime se for fake news.
O objetivo fica explícito no nome da empreitada: Caminhada pela Liberdade.
No caso, a liberdade daquele que só não está em casa, coçando o abdômen
avantajado, porque tentou arrombar a tornozeleira e acabou na Papudinha – acomodado em instalações maiores que 83% dos apartamentos novos de São Paulo, segundo os jornais.
Certo, certo, apês pequenos são tendência, custam uma fortuna e blablabla,
mas o que interessa aqui são os metros quadrados. A comparação é essa.
Voltando à estrada com o Chupetinha. A andança, que também pede justiça
para os patriotas do 8 de janeiro, recebe a adesão de anônimos e de políticos, Gustavo Gayer e André Fernandes entre eles. Para orgulho do Rio Grande, o nosso Zucco se juntou à presepada, digo, à caminhada. E o tal deputado que também é príncipe era aguardado a qualquer momento. Vai a pé ou de liteira?
Tanta coisa para o Chupetinha, o Zucco e seus legionários se ocuparem e lá vão
eles, o suor de macho pingando pela liberdade. É um sonho, mas bem que essa
homarada podia usar o tempo livre com causas realmente urgentes, por exemplo, o
combate ao feminicídio. Só nesses 21 dias de janeiro, sete mulheres foram
assassinadas no Rio Grande do Sul. Seria uma luta bem mais importante para a
sociedade.
O futuro do pretérito me lembra que isso nunca vai acontecer. Essa turma não
tem o menor apreço pela vida das mulheres.
Vai, Chupetinha.