Confira todos os textos da edição #346
- Parâmetros diversos, por Juremir Machado da Silva
- Contenção de enchentes: sugestão aos próximos governos, por Álvaro Magalhães
- A receita que falta à esquerda, por Alfredo Fedrizzi
- Meu prompt ideal, por Gustavo Borba
- Um tombo atrás do outro, por Albino Poli Júnior
- A pétala intrépida, por Sergius Gonzaga
- A Odisseia de Nolan (entre Homero e Jorge Luis Borges), por Juan Carlos Durán
- Cordel do Corte Raso – Capítulo 17 – Parte III, por Gonçalo Ferraz
- A dama da Duque – Capítulo VI, por José Roberto Iglesias
A espera
A mensagem de Sandro era tão seca quanto sua personalidade: “Não fale com ninguém. Não telefone. Nos vemos amanhã de manhã. S.” Foi a leitura da mensagem que me fez lembrar da missão e da arma. Onde estava a Taurus? Apalpei minha cintura sabendo que o gesto era inútil. Se estivesse comigo sentiria o peso. Tinha esquecido o revólver no quarto que compartilhara com Marisa. Senti um breve momento de pânico. Mas estava muito cansado para encarar outra ida até a praça Otávio Rocha para buscar a arma. Entretanto, lembrei aliviado que eu havia pagado uma diária completa, e como o checkout era às 11h00, teria tempo suficiente para ir até o hotel e recuperar o ferro antes dessa hora.