Confira todos os textos da edição #325
- A cidade inventada por suas canções, por Alex de Cássio
- Complexo de Ismene, por Paulo Damin
- Os 400 anos das Missões Jesuíticas: o Rio Grande Guarani, por Artur Barcelos
- O rock gaúcho - Parte VII, por Arthur de Faria
- Milton Santos, geógrafo pensador do Terceiro Mundo, por Breno Pedrosa e Paulo Soares
- Minha mãe é professora... De português, por Bruno Negrão
- Mateando em Paris, por Juremir Machado da Silva
- Entre o mundo e eu – Capítulo V, por Marlon Pires Ramos
- O velho Beco do Rosário como leitura para vestibulandos na USP – Entrevista com Ana Luiza Koehler, por Luís Augusto Fischer
- Porto Alegre, 1912 – Miguel Weingartner, de cartunista a conselheiro municipal pelo PRR, por Arnoldo Doberstein
- Cordel do Corte Raso – Capítulo 4, por Gonçalo Ferraz
Bom. Acho que chegou a hora de falar da...
Ascensão & Queda do Rock do IAPI
Já compararam o IAPI com o Greenwich Village, mas não tem nada a ver. Se é pra comparar com algum lugar mítico, compare-se com os bairros do sul de Londres, onde nasceram - do rancor proletário, da rebeldia com causas econômicas, do inconformismo punk - o Clash e os Sex Pistols, que incendiaram a fornalha do rock-contestação nos anos 70.
- Eduardo 'Peninha' Bueno, jornalista e escritor
Vila do IAPI.
Meio afastada do centro, ela fora planejada e construída nos anos do Vargas (entre 1942 e 1954) como bairro-padrão para industriários: praças, campo de futebol, prédios pequenos e sólidos com pátios e horta, cercados de muitas árvores.
Dez anos depois da conclusão de suas obras, muitos dos filhos dos primeiros moradores do bairro estavam passando por um perigoso formigamento conhecido como adolescência. Não deu outra: em pouco tempo, o negócio virou, pra usar um termo da época, um melting pot de cultura semiproletária: artistas plásticos, atores, uns poucos universitários e muitos - MUITOS - músicos. A estrelinha local Elis Regina, por exemplo, ainda morava ali e, naquele momento, aos 18 anos, gravava seu quarto disco – o primeiro focado em música brasileira, depois de dois cheios de rocks e pops.