Confira todos os textos da edição #347
- 100 anos de Foucault: o perigo dos discursos e o prazer de pensar, por Rosa Maria Bueno Fischer
- Cuidado com o precipício, por Miguel Reale Júnior
- O memorial que sumiu, por Jorge Barcellos
- Respostas ao que me foi perguntado sobre Dalton Trevisan, por Miguel Sanches Neto
- Escrita humana, inteligência artificial, por Roberto Velloso Eifler
- E rir é humano, por Guto Leite
- A indústria do bem-estar, por Juremir Machado da Silva
- Uma novela de formação: um dia de sol, Luís Augusto Fischer entrevista Adriano Silva
- A dama da Duque – Capítulo VII, por José Roberto Iglesias
- Cordel do Corte Raso – Capítulo 18 – Parte I, por Gonçalo Ferraz
Desde que li pela primeira vez Michel Foucault, em plena ditadura militar, fiquei fascinada. O texto era A Ordem do Discurso, a célebre aula proferida por Foucault ao ingressar no Collège de France em 1971. Ele partia desta pergunta: o que há “de tão perigoso no fato de as pessoas falarem e de seus discursos proliferarem indefinidamente? Onde, afinal, está o perigo?”. Tenho até hoje o exemplar desse livro em francês, que o professor Dinarte Belato, da então FIDENE (hoje UNIJUÍ), me emprestou. Se o Dino ler estas linhas, saberá que não foi por mal, era mesmo uma paixão à primeira vista.