Confira todos os textos da edição #347
- 100 anos de Foucault: o perigo dos discursos e o prazer de pensar, por Rosa Maria Bueno Fischer
- Cuidado com o precipício, por Miguel Reale Júnior
- O memorial que sumiu, por Jorge Barcellos
- Respostas ao que me foi perguntado sobre Dalton Trevisan, por Miguel Sanches Neto
- Escrita humana, inteligência artificial, por Roberto Velloso Eifler
- E rir é humano, por Guto Leite
- A indústria do bem-estar, por Juremir Machado da Silva
- Uma novela de formação: um dia de sol, Luís Augusto Fischer entrevista Adriano Silva
- A dama da Duque – Capítulo VII, por José Roberto Iglesias
- Cordel do Corte Raso – Capítulo 18 – Parte I, por Gonçalo Ferraz
O Tradutor
Dizem que há duas coisas das quais não podemos escapar: a morte e os impostos. Esqueceram uma terceira: o tempo, que é silencioso, mas implacável. A hora de atuar tinha chegado. Faltavam quinze minutos para as nove da noite e eu estava na esquina em que no dia anterior tinha recebido as instruções (e a arma) do agente brasileiro. Tinha chovido de tarde e a temperatura tinha descido alguns graus, mas não a umidade. Eu esperava, teoricamente, que a vítima saísse para comprar seu fatídico sanduíche.