Neste 15 de outubro, Michel Foucault faria 100 anos. Filósofo francês, ficou amplamente conhecido pela obra Vigiar e Punir e suas elaborações sobre as prisões, a sociedade da disciplina e as relações de poder. Em sua homenagem, Rosa Maria Bueno Fischer relata a paixão à primeira vista ao ler Foucault pela primeira vez e entrelaça as ideias do autor ao cenário atual de avanço internacional da extrema direita.
Em preparação para o segundo turno das eleições, Miguel Reale Júnior, um dos autores do processo de impeachment contra Dilma Rousseff, faz um alerta sobre Flávio Bolsonaro no texto Cuidado com o precipício.
Nesta semana, a Matinal publicou reportagem contando que o projeto inicial de revitalização do Viaduto Otávio Rocha previa um memorial dedicado à estrutura histórica, mas a prefeitura deixou a ideia de lado, visando maior exploração comercial. Jorge Barcellos, leitor que avisou sobre o sumiço do espaço, explica em artigo o que a cidade perde com a mudança.
Nas páginas mais antigas da Parêntese, Miguel Sanches Neto escreveu sobre a relação complicada que viveu com o escritor Dalton Trevisan – o Vampiro de Curitiba. Agora, Sanches Neto esclarece algumas dúvidas que ficaram sobre a relação dos dois e a personalidade engenhosa de Trevisan.
Roberto Velloso Eifler utiliza o conceito de aura e reprodutibilidade técnica, de Walter Benjamin, para falar sobre inteligência artificial e a substituição da escrita humana. Guto Leite, por sua vez, faz uma ode ao riso. E Juremir Machado da Silva aborda a sensação de desajuste diante da indústria do bem-estar.
Fechando esta edição temos uma entrevista de Luís Augusto Fischer com Adriano Silva, autor de Os dias de sol, um romance de formação com foco na adolescência; acontecimentos inesperados agitam o sétimo capítulo de A dama da Duque, de José Roberto Iglesias, e no Cordel do Corte Raso, de Gonçalo Ferraz, chega a primeira parte do 18° capítulo.
Boas leituras!