Confira todos os textos da edição #344
- Aiatolás da tradição: apontamentos para uma história natural, por Juarez Fonseca
- Quem tem medo da invenção?, por Jocelito Zalla
- A cerca de arame ganhou Wi-Fi: quarenta anos depois de “Aiatolás da tradição”, por Clarissa Ferreira
- “A grande salina”, de Ricardo Zelarayán, tradução e apresentação por Fabio B. Pinto
- Trilogia musical de Palomas, por Juremir Machado da Silva
- O cuidado pelas palavras: O manifesto de Irene Vallejo, por Helena Terra
- Astúcia brasileira, Luís Augusto Fischer entrevista Marcos Lacerda
- A dama da Duque – Capítulo IV, por José Roberto Iglesias
- Cordel do Corte Raso – Capítulo 17 – Parte I, por Gonçalo Ferraz
O país tem uma elite antipovo, que torce o nariz para o cheiro do povo e prefere estar em Miami. Certo, todo mundo que tem neurônios em dia sabe. Mas tem, na ponta oposta, uma força cultural que nasce, inequivocamente, das práticas culturais e da visão de mundo das classes populares: Brasil, queira ou não essa elite, é canção popular, é carnaval, é Aleijadinho.
Esse pode ser um resumo muito breve da tese de fundo do novo livro de Marcos Lacerda. Sociólogo, paulista de nascimento, viveu e estudou no Rio, tendo trabalhado na FUNARTE, depois passou uma longa temporada em Pelotas. E agora oferece uma síntese de suas pesquisas e reflexões no novo livro, A astúcia brasileira.