Confira todos os textos da edição #325
- A cidade inventada por suas canções, por Alex de Cássio
- Complexo de Ismene, por Paulo Damin
- Os 400 anos das Missões Jesuíticas: o Rio Grande Guarani, por Artur Barcelos
- O rock gaúcho - Parte VII, por Arthur de Faria
- Milton Santos, geógrafo pensador do Terceiro Mundo, por Breno Pedrosa e Paulo Soares
- Minha mãe é professora... De português, por Bruno Negrão
- Mateando em Paris, por Juremir Machado da Silva
- Entre o mundo e eu – Capítulo V, por Marlon Pires Ramos
- O velho Beco do Rosário como leitura para vestibulandos na USP – Entrevista com Ana Luiza Koehler, por Luís Augusto Fischer
- Porto Alegre, 1912 – Miguel Weingartner, de cartunista a conselheiro municipal pelo PRR, por Arnoldo Doberstein
- Cordel do Corte Raso – Capítulo 4, por Gonçalo Ferraz
Um manuscrito grego encontrado na região de Mênfis, Egito, aponta para a existência de uma contemporânea de Platão que teria escrito duas tragédias, intituladas Jocasta e Ismene.
A primeira contava a história de uma senhora que, após a morte do marido, se casou inadvertidamente com o filho que havia sido levado embora, quando bebê. A segunda tragédia era sobre uma jovem pertencente a uma família cheia de problemas. O manuscrito é anônimo, razão pela qual se imagina que tenha sido redigido por uma mulher (se o autor fosse homem, poderia ter assinado sem problemas, de acordo com as regras da época).
Mas é estranho que, atualmente, não exista nenhuma história famosa em que Ismene seja protagonista. E isso que ela faz parte da segunda família mais notável do Ocidente, os Labdácios, composta por gente como Laio, Jocasta, Édipo, Etéocles, Polinices e Antígona. Todos personagens largamente representadas e revividas na literatura, na filosofia, na psicologia. Todo mundo na família de Ismene tem um papel principal em grandes tragédias, menos ela. Logo ela que viveu a maior tragédia de todas: o drama, que é a tragédia sem fim.