Confira todos os textos da edição #316
- Ganhos desconectados de avanços, por Nadejda Marques
- Meu bem, meu mal, por Graça Craidy
- A nova Irlanda escrita por mulheres, por Matheus Cenachi
- Sobrevivendo ao Dia da Mulher, por Chris Cidade Dias
- A alma de uma cidade à prova d’água, por Álvaro Magalhães
- Histórias de Autógrafos: Wander Wildner em “Canções Iluminadas de Amor”, por Carlos Gerbase
- A medida das coisas humanas: Capítulo VI, por Helena Terra
- Walter Galvani, um homem de paixões, por Nubia Silveira
- Narrativas híbridas, por Carlos André Moreira
- Resenha do Hercólubus, por Paulo Damin
Na primeira semana de março, Graça Craidy expôs 12 obras na Assembleia Legislativa do RS, marcando o lançamento de uma nova edição do Relatório Lilás, que compila dados sobre o feminicídio no Rio Grande do Sul. Confira abaixo um texto da artista visual, inspirado nas situações enfrentadas por mulheres no estado.
A violência contra a mulher, na história do mundo, é fruto da falsa construção cultural machista de que ela é inferior ao homem, sua propriedade, criada para servi-lo e parir seus herdeiros legítimos. Daí o intento de circunscrevê-la ao ambiente doméstico, submissa aos desejos e ordens do marido que, privilegiado pelo simples fato de nascer homem, é considerado superior.
Essa insidiosa estratégia de desigualdade e manutenção do espaço de poder masculino atravessa os séculos, abonada pela religião – a Bíblia, a Torá, o Alcorão e todos os livros ditos sagrados foram escritos por homens –, pela ciência, praticada majoritariamente por homens, e se reflete nas leis, também em sua maioria criadas pelos homens.