Confira todos os textos da edição #332
- O objetivo de "Exílio Brasileiro no Chile" é dizer aos jovens: “Isso aconteceu com colegas, amigos teus, contigo e tua turma”, Nubia Silveira entrevista Paulo de Tarso Riccordi
- As crianças cabo-verdianas têm pela primeira vez os seus próprios heróis num Campeonato do Mundo para admirar, seguir e sonhar, por Eurídice Monteiro
- Copa do (I) Mundo, por Márcio Chagas e Thiana Orth
- Nesta Copa, não vou torcer pela Prússia, por Rafael L. Kasper
- Das Missões aos Pueblos de Indios, por Artur Barcelos
- O rock gaúcho – Capítulo XIII, por Arthur de Faria
- Dostoiévski e Nietzsche, por Juremir Machado da Silva
- Caprichos do destino, por José Mário Neves
- Sussuarana – Capítulo II, por Alice Elnecave Xavier
- Cordel do Corte Raso – Capítulo 11, por Gonçalo Ferraz
O meu tetravô migrou da Prússia ao Brasil. Em 1861, ele, a esposa e três filhos deixaram Wüschheim e, meses depois, chegaram ao Morro dos Bugres. No sul do Brasil, ele mudou de nome – de Joseph a José. E mudou de estatuto político: de súdito do Rei Wilhelm I a súdito do Imperador Dom Pedro II. Qual Kaiser meu tetravô preferia, o alemão ou o brasileiro? Tinha opiniões políticas? Será que falava em pátria, ou Vaterland? Como meu tetravô não deixou nada escrito, me resta especular: que ele achou da unificação alemã? O que ele pensava, se é que pensava, do Marx e do Heine, conterrâneos que, como ele, se exilaram, por motivos econômicos ou revolucionários: Paris, Londres, São Leopoldo (meu tetravô foi mais longe, geograficamente falando).