Confira todos os textos da edição #316
- Ganhos desconectados de avanços, por Nadejda Marques
- Meu bem, meu mal, por Graça Craidy
- A nova Irlanda escrita por mulheres, por Matheus Cenachi
- Sobrevivendo ao Dia da Mulher, por Chris Cidade Dias
- A alma de uma cidade à prova d’água, por Álvaro Magalhães
- Histórias de Autógrafos: Wander Wildner em “Canções Iluminadas de Amor”, por Carlos Gerbase
- A medida das coisas humanas: Capítulo VI, por Helena Terra
- Walter Galvani, um homem de paixões, por Nubia Silveira
- Narrativas híbridas, por Carlos André Moreira
- Resenha do Hercólubus, por Paulo Damin
Como qualquer cidadão da América Latina, eu já tinha recebido o alerta décadas atrás: Hercólubus, o planeta vermelho, está prestes a se chocar com a Terra. Leia o livro, aquela coisa.
Porém, como todo cidadão da América Latina, não dei atenção. Tem tanta coisa se chocando com a gente que um apocalipse a mais não faria diferença.
Então, o que aconteceu: numa rodoviária sebosa por aí, eis que vejo o famoso livro de V. M. Rabolú, brilhando numa cadeira como um planeta se aproximando deste punhado de barro que vos fala.
Comecei a ler e senti logo o impacto que a sabedoria gera sobre as bestas selvagens:
“Este livro eu escrevi com muito sacrifício, deitado numa cama sem poder me levantar nem sentar; mas, vendo a necessidade que há de dar aviso à Humanidade sobre o cataclismo que vem, fiz um grande esforço.