Confira todos os textos da edição #347
- 100 anos de Foucault: o perigo dos discursos e o prazer de pensar, por Rosa Maria Bueno Fischer
- Cuidado com o precipício, por Miguel Reale Júnior
- O memorial que sumiu, por Jorge Barcellos
- Respostas ao que me foi perguntado sobre Dalton Trevisan, por Miguel Sanches Neto
- Escrita humana, inteligência artificial, por Roberto Velloso Eifler
- E rir é humano, por Guto Leite
- A indústria do bem-estar, por Juremir Machado da Silva
- Uma novela de formação: um dia de sol, Luís Augusto Fischer entrevista Adriano Silva
- A dama da Duque – Capítulo VII, por José Roberto Iglesias
- Cordel do Corte Raso – Capítulo 18 – Parte I, por Gonçalo Ferraz
1.
Era posicionamento cristalizado de Dalton Trevisan não sair da editora Record. Por três motivos. O primeiro e principal: ele tinha feito um trabalho minucioso e obsessivo de revisão de seus livros, e não queria correr risco com uma nova digitação e com a revisão normativa de quem não conhecesse profundamente seu estilo. Várias editoras tentaram levá-lo para seus catálogos, ele sempre recusou de primeira, enquanto tinha controle de sua obra. Segundo motivo, ele era muito grato à Record, que o acolheu em um momento decisivo para sua projeção nacional. Terceiro, ele não queria chamar a atenção para a vida pessoal, e uma mudança de casa publicadora geraria furor jornalístico.