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Prefeitura apresenta propostas de imóveis para sediar Casa Mirabal

Definição de nova sede para acolher mulheres vítimas de violência faz parte de acordo firmado entre o Movimento de Mulheres Olga Benário e a Casa Mirabal

Prefeitura apresenta propostas de imóveis para sediar Casa Mirabal
Atualmente, Casa Mirabal atua em prédio de antiga escola na Zona Norte | Foto: Mariana Baptista

Depois do adiamento de reuniões com o Movimento Olga Benário, que organiza a Casa Mirabal, a prefeitura de Porto Alegre apresentou, na última segunda-feira (30), duas opções de locais para a nova sede do projeto. Ainda não há, porém, uma definição sobre o destino da Mirabal, e novos encontros devem ocorrer nos próximos dias.

As propostas são parte de um acordo construído após a desocupação pacífica de uma escola por parte da do Movimento Olga Benário, em 14 de março. Na ocasião, ficou alinhavado que a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Inclusão e Desenvolvimento Humano (SMIDH) e da Secretaria Municipal de Administração e Patrimônio (SMAP), iria sugerir locais para o funcionamento do grupo. 

No entanto, o prazo inicial para a apresentação acabou sendo descumprido, como a Matinal noticiou na última semana. As reuniões para definição do projeto foram adiadas em duas oportunidades no final de março. O atraso chegou a causar apreensão na coordenação da Mirabal.

A perspectiva, neste momento, mudou. Segundo Thainá Battesini, uma das organizadoras da casa, estão previstas visitas às duas opções de imóveis nesta semana. Agora, o projeto proposto pela Mirabal deve passar por adaptações: “A SMAP escolhe os imóveis a partir do projeto que a gente apresentar. Então, precisamos adequar algumas coisas para a secretaria poder apresentar o restante das opções”, diz. O acordo prevê a negociação de um Termo de Permissão de Uso (TPU) para que a Mirabal possa seguir com o trabalho de acolhimento jurídico e psicológico em um novo ponto da cidade.

Desde 2016, a Casa Mirabal atende mulheres vítimas de violência. Atualmente, o trabalho é realizado no antigo prédio da escola Benjamin Constant, na zona norte de Porto Alegre. Contudo, por conta de uma ordem de despejo de novembro do ano passado, não são mais realizados abrigamentos – ação que fora realizada por 10 anos. Os termos acordados em março também preveem a suspensão da ordem de despejo da atual sede.

Valentina Bressan

Repórter investigativa na Matinal. Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Já publicou nas revistas Veja Saúde, Viagem & Turismo e Superinteressante. Contato: valentina@matinal.org

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