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Chico Disco a Disco: Um álbum duplo

Parêntese #318

Chico Disco a Disco: Um álbum duplo
Ilustração: Leandro Selister

Confira todos os textos da edição #318

Paródia/pastiche dos musicais americanos como já se escreveu por aí? Não creio. Sobre o texto, baseado na Ópera dos Mendigos (1729), do John Gay, e na Ópera dos Três Vinténs (1928), da dupla Brecht/Weil, o Fischer já dissecou tudo brilhantemente.

Resta acrescentar que, além de escrever sozinho o texto, Chico compôs letra e música de 14 canções e ainda fez as adaptações e novas letras para um pupurri de óperas e Die Moritat, de Brecht e Weill. Tudo em 1977. Em 1978, ano da estreia do musical, três de suas canções foram incluídas no LP de Chico daquele ano: O Meu Amor, Pedaço de Mim e Homenagem ao Malandro (vale voltar à coluna anterior, onde a gente fala dele). 

Finalmente, o luxuoso álbum duplo – o único da carreira de Chico, raro disco seu que não está nas plataformas digitais - com as canções foi gravado e lançado em 1979.

Em time que está ganhando, não se mexe: mais uma vez os arranjos e regências são de Francis Hime e a produção e direção é de Sergio de Carvalho.

A escalação de intérpretes é tão incrível quanto variada, tanto em estilo quanto em idade. Indo dos 23 anos de Zizi Possi até os 77 de Moreira da Silva.

Pra completar, o time de músicos. Que é, como seria de se esperar, o que havia de melhor no Rio de Janeiro do momento: Sivuca e Chiquinho do acordeom nos acordeons, Ubirajara no bandoneon, Zé Menezes no bandolim, Paschoal Meirelles e Elber Bedaque nas baterias, Novelli no baixo, Dino no violão de 7 cordas, Nelson Ângelo e Octávio Burnier entre os violonistas, Wilson das Neves e Chico Batera entre os muitos percussionistas. Os pianos são de Francis e Sergio. Como se fosse pouco, ainda há a participação d´A Cor do Som inteira (na sua formação Armandinho, Mú, Dadi e Gustavo). 

Vamos ao disco.