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Porto Alegre, 1902-06: Máscaras e carrancas nos prédios da capital

Parêntese #315

Porto Alegre, 1902-06: Máscaras e carrancas nos prédios da capital
Fig. 1 – Frederico Pellarin, c.1908-10. Esquerda: no primeiro plano, a Justiça Republicana e, no segundo, a máscara de Zeus. Centro: Grifo dos contrafortes da cúpula, na Faculdade de Direito de Porto Alegre. Direita: Frederico Pellarin, 1912. Conjunto simbolizando a Luz e, mais abaixo, carrancas leoninas dos capitéis das colunas. Sendo que estas últimas também podem ser de Giuseppe Gaudenzi, autor dos Atlantes do mesmo prédio. Composição: arquivos de Arnoldo Doberstein.

Alguns consideram que, na arte gótica, por garantirem mais liberdade de criação, as gárgulas apresentam valores artísticos que podem até se sobrepor às imagens celestiais. Serve isso somente para lembrar que em Porto Alegre, nas primeiras décadas do século 20, vicejou uma arquitetura historicista que privilegiava a ornamentação das fachadas. Estas ganharam figuras alusivas às atividades humanas e conceitos políticos e culturais, motivos florais e vegetais, como metáforas da prosperidade e opulência, e uma variedade de máscaras, mascarões, carrancas e grifos, simbolizando a guarda dos interiores contra as “ameaças” externas. Entre as centenas destas últimas, ainda restantes ou já descartadas, aqui nos propomos apresentar algumas cujas autorias são mais seguras de indicar.