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O rock gaúcho - Parte IX

Parêntese #328

O rock gaúcho - Parte IX
Elis Regina, Marcos, Pecus, Fughetti, Gonzaguinha, Edinho. No piano, Simonal e Ivan Lins. Imagem: Arquivo de Edinho Espíndola

Confira todos os textos da edição #328

O Rio lhes trará grandes novidades: sucesso cult e... drogas. Sim. Até então, nem maconha eles fumavam. A partir daí, o LSD, em particular, teria seus efeitos – no geral, positivos; em Peco, devastadores.

Um dos resultados imediatos foi desistirem de vez do projeto que seu empresário gaúcho, Salim, tinha: fazerem nome no Rio, voltarem com prestígio e se transformarem, como muitas das melhores bandas de rock da sua geração, num conjunto de baile.

Edinho:

Eu nunca me esqueci. O Salim foi morar junto com a gente, a gente foi numa festa e o Mimi fumou (maconha). O Salim queria bater no Mimi: - Não pode! 
O Salim era como um pai. Ele queria (...) fazer da gente um Impacto, e a gente não queria. (...) Depois que o Mimi fumou... (risos) não tinha como voltar.  Aí ele nos largou de mão.

Quando ainda estavam gravando o LP, um amigo em comum leva o diretor de cinema Xavier de Oliveira no estúdio. Ele procurava uma banda de jovens para fazer a trilha de seu filme Marcelo Zona Sul. Estrelada por um muito jovem Stepan Nercessian, era a história de um garoto carioca da Zona Sul, de 16 anos. Um dos grandes méritos da produção seria sua música – a trilha instrumental e as canções, a cargo da veterana compositora erudita Geni Marcondes, do compositor e diretor Denoy de Oliveira e do Liverpool. O compacto duplo com a trilha sai logo depois do disco, e pelo mesmo selo do LP, Equipe. Hoje chega a 200 dólares no mercado de colecionadores.