Confira todos os textos da edição #328
- A invenção do futebol, por Sergio Faraco
- Nenhum futebol é neutro: o dia em que Maradona venceu a Inglaterra, por Marcelo Argenta Câmara
- A vida cotidiana nas Reduções, por Artur Barcelos
- Muito antes de Trump: a trama milenar entre Armênia e Irã - Parte 2, por Daniel Scandolara
- O rock gaúcho - parte IX, por Arthur de Faria
- Você demitiria um amigo?, por Rafael L. Kasper
- O prazer da escuta, por Chris Cidade Dias
- Cordel do Corte Raso - Capítulo 7, por Gonçalo Ferraz
- Entre o mundo e eu - Capítulo VIII, por Marlon Pires Ramos
- Um Noé de muitos nomes, por Luís Augusto Fischer
Cheguei ao nosso entrevistado por intermédio da Denise Sales, professora e tradutora de Russo, que foi aluna dele. A Denise é professora na UFRGS e não lembro exatamente como nem por que fez o meio de campo. Deve ter sido por causa da tradução, assinada por ele, do livro do escritor russo Nikolai Leskov, que muito admiro e que cito na primeira pergunta.
Seja como for, aqui está uma conversa com ele. Uma excelente figura, com uma trajetória que vale a pena conhecer. Um detalhe ortográfico: ele pediu que não fosse corrigida a levada lusitana e personalíssima de sua escrita. Os motivos são mencionados na conversa.
Luís Augusto Fischer - Vamos começar pelo teu nome: no endereço de email teu sobrenome é Jávoronokovitch, mas nas tuas traduções impressas que eu conheço aparece uma forma bem mais corriqueira, Oliveira Policarpo Polli. Essa troca por certo nada tem de inocente, ainda mais conhecendo o teu ensaio sobre, justamente, nomes, que encerra o excelente volume de contos do grande Nikolai Leskov (Um pequeno engano, Editora 34, 2024). Conta aí essa história.
Noé Oliveira Policarpo Polli - Nome de batismo: Noé Silva. Ele aparece na primeira tradução feita (Tchékhov: O violino de Rotschild, Veredas, 1990) e na segunda (Kuprin: O bracelete de granadas, Globo, 2007).
Há uns dez anos, ao saber da possibilidade de mudança legal de nome, solicitei judicialmente o acréscimo dos apelidos de solteira da minha mãe (Maria Leonor Policarpo Polli) e os do meu bisavô português (Joaquim de Oliveira Queiroz). Um ano depois tornei-me e, até à morte, oficialmente serei Noé Silva (que a Lei não permite tirar) de Oliveira Queiroz Policarpo Polli.