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Um Noé de muitos nomes

Parêntese #328

Um Noé de muitos nomes
Um pequeno engano, Editora 34, 2024; O bracelete de granadas, Globo, 2007; Homens interessantes, Editora 34, 2014. Imagem: Acervo de Noé Oliveira Policarpo Polli

Confira todos os textos da edição #328

Cheguei ao nosso entrevistado por intermédio da Denise Sales, professora e tradutora de Russo, que foi aluna dele. A Denise é professora na UFRGS e não lembro exatamente como nem por que fez o meio de campo. Deve ter sido por causa da tradução, assinada por ele, do livro do escritor russo Nikolai Leskov, que muito admiro e que cito na primeira pergunta.

Seja como for, aqui está uma conversa com ele. Uma excelente figura, com uma trajetória que vale a pena conhecer. Um detalhe ortográfico: ele pediu que não fosse corrigida a levada lusitana e personalíssima de sua escrita. Os motivos são mencionados na conversa.

Luís Augusto Fischer - Vamos começar pelo teu nome: no endereço de email teu sobrenome é Jávoronokovitch, mas nas tuas traduções impressas que eu conheço aparece uma forma bem mais corriqueira, Oliveira Policarpo Polli. Essa troca por certo nada tem de inocente, ainda mais conhecendo o teu ensaio sobre, justamente, nomes, que encerra o excelente volume de contos do grande Nikolai Leskov (Um pequeno engano, Editora 34, 2024). Conta aí essa história. 

Noé Oliveira Policarpo Polli - Nome de batismo: Noé Silva. Ele aparece na primeira tradução feita (Tchékhov: O violino de Rotschild, Veredas, 1990) e na segunda (Kuprin: O bracelete de granadas, Globo, 2007).

Há uns dez anos, ao saber da possibilidade de mudança legal de nome, solicitei judicialmente o acréscimo dos apelidos de solteira da minha mãe (Maria Leonor Policarpo Polli) e os do meu bisavô português (Joaquim de Oliveira Queiroz). Um ano depois tornei-me e, até à morte, oficialmente serei Noé Silva (que a Lei não permite tirar) de Oliveira Queiroz Policarpo Polli.