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O que aprendi com Leonardo

Parêntese #329

Há poucos dias concluí uma grande incursão pela vida daquele que foi o maior gênio da humanidade em todos os tempos. Ninguém foi tão criativo em tantos campos ao mesmo tempo como ele. Estou falando de Leonardo da Vinci que morreu em 1519. Durante toda a sua vida ele queria saber tudo o que fosse possível saber sobre tudo o que houvesse para saber. Se interessava por anatomia, fósseis, pássaros, coração, fetos, arte, teatro, máquinas voadoras, ótica, botânica, cavalos, geologia, geometria, águas, armamentos, espetáculos de rua, catedrais e cidades. Na cabeça dele, arte, ciência e engenharia não moravam em departamentos separados. Leonardo cantava, tocava lira, desenhava, projetava máquinas, estudava corpos, organizava festas, inventava cenários, observava os movimentos das águas, de cavalos e de rostos.

Ao terminar de ler as 634 páginas da biografia escrita por Walter Isaacson, autor das biografias de Steve Jobs e Albert Einstein, a sensação é a de ter convivido com o curioso mais completo que a história já produziu, porque o biógrafo se baseou nos famosos cadernos de anotações de Leonardo da Vinci, onde ele colocava suas vontades, frustrações, projetos, descobertas, afetos e desafetos. Tudo ilustrado com verdadeiras obras de arte.