Confira todos os textos da edição #330
- Jamil Chade: “Casa é onde a gente vai com as pessoas que a gente ama”, por Roberto Jardim
- Copa numa hora dessas, por Roberto Jardim
- As Copas do Simon, por Carlos Simon
- Álbum de recordações, por Eduardo Brigidi
- Os Guarani e seus mapas, por Artur Barcelos
- O rock gaúcho - Parte XI, por Arthur de Faria
- Meu paciente chamado Guaíba, por Enrique Falceto de Barros
- Terras raras: de patinhos feios a cisnes, por José Roberto Iglesias
- Entre o mundo e eu - Capítulo X, por Marlon Pires Ramos
- Na companhia de Cascudo, por José Botelho
- 1926 - A estreia da banda italiana de Otávio Rocha, por Álvaro Santi
- Cordel do Corte Raso — Capítulo 9, por Gonçalo Ferraz
Em 13 de junho de 1926, um domingo, às três da tarde, estreava no Theatro São Pedro a Banda-Orquestra Municipal de Porto Alegre, formada por meia centena de instrumentistas. De passagem pela capital gaúcha, o presidente Washington Luís estava lá. O programa impresso informava que a “audição” era dedicada à imprensa local, levantando a suspeita que o evento possa ter sido restrito a convidados. O jornal oficial A Federação descreveu-o como um “verdadeiro acontecimento artístico”, que lotou o teatro com “o que a sociedade de Porto Alegre tem de distinto” e público que aplaudiu “com entusiasmo todos os números do bem organizado programa” (reproduzido na ilustração deste artigo).
A estreia vinha sendo gestada há mais de um ano, quando o Conselho Municipal autorizara o intendente a reorganizar a banda, em moldes muito distintos da anterior – espécie de projeto social criado em 1912 pelo seu antecessor, José Montaury, já desativado àquela altura.