Confira todos os textos da edição #330
- Jamil Chade: “Casa é onde a gente vai com as pessoas que a gente ama”, por Roberto Jardim
- Copa numa hora dessas, por Roberto Jardim
- As Copas do Simon, por Carlos Simon
- Álbum de recordações, por Eduardo Brigidi
- Os Guarani e seus mapas, por Artur Barcelos
- O rock gaúcho - Parte XI, por Arthur de Faria
- Meu paciente chamado Guaíba, por Enrique Falceto de Barros
- Terras raras: de patinhos feios a cisnes, por José Roberto Iglesias
- Entre o mundo e eu - Capítulo X, por Marlon Pires Ramos
- Na companhia de Cascudo, por José Botelho
- 1926 - A estreia da banda italiana de Otávio Rocha, por Álvaro Santi
- Cordel do Corte Raso — Capítulo 9, por Gonçalo Ferraz
Do jeito que o mundo tem capotado nessa esquina caótica da História em que vivemos, cabe a pergunta: Copa numa hora dessas? Afinal, os EUA, uma das sedes da Copa do Mundo de 2026, ao lado do Canadá e do México, invadiram e sequestraram o presidente de um país no começo do ano, passaram a bombardear outro no final de fevereiro e, agora, às vésperas do Mundial, ameaçam entrar em outra nação para prender um ex-mandatário. Fora as questões internas.
Enquanto isso, a FIFA e seu presidente, Gianni Infantino, donos máximos do futebol, não estão nem aí. Pensando nos lucros estratosféricos que o evento máximo do jogo de bola rende, mantiveram sua hipocrisia tradicional. De um lado, proibiram a Rússia de disputar as Eliminatórias para 2022 e 2026, deixando o país de Vladimir Putin de fora de ambos os Mundiais. De outro, não deram um pio sobre as ações da Casa Branca.
E, para piorar, o cartola ainda criou um tal Prêmio da Paz FIFA, que teve como primeiro “vencedor” justamente Donald Trump, o responsável pela turbulência planetária dos últimos meses. Tudo bem, quando a honraria foi outorgada, o cenário não era tão caótico. Mesmo assim, Infantino agiu como antecessores que viveram momentos parecidos no passado.