Confira todos os textos da edição #327
- Milton Santos: a permanência dos conceitos, por Mario Lahorgue e Victor Hugo Oliveira
- O rock gaúcho - parte VIII, por Arthur de Faria
- Muito antes de Trump – a trama milenar entre Armênia e Irã, por Daniel Scandolara
- De Antigo Tape à Banda Oriental do Rio Uruguai, por Artur Barcelos
- Cordel do Corte Raso - Capítulo 6, por Gonçalo Ferraz
- Entre o mundo e eu – Capítulo VII, por Marlon Pires Ramos
- Porto Alegre, 1913 – A inauguração da Confeitaria Rocco, por Arnoldo Doberstein
- Tudo é falso, tudo é verdadeiro: resenha do novo filme de Jim Jarmush, por Guto Leite
- Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo: “Segurança pública precisa ser tratada como política de Estado”, por Luís Augusto Fischer
Texto da contracapa do LP Por Favor, Sucesso, assinado muito justamente por Glênio Reis:
Tudo começou de repente, como num conto de fadas. Primeiro, as apresentações em clubes (...), depois os shows na Televisão (...), logo em seguida, a participação e conquista do II Festival Universitário de MPB – buenas, índio vago Carlinhos! – em que atuaram O Bando, Joyce, Nana e Danilo Caymmi, Rogério Duprat e tantos outros nomes famosos. Surgiram as primeiras fotos e reportagens nos jornais, enfim as manchetes. (...) e, por último, uma lembrança daquele que tem mil horas de vôos espaciais por estas Galáxias de Deus, o internacionalmente conhecido Peixoto Primo. Com ele, veio o convite da gravadora Equipe. Então aí tudo ficou mais do que de repente, tão de repente (...). A viagem, o estúdio e o horário para a gravação do LP já haviam sido marcados. Agora é só encilhar o pingo, bolear a perna, dar adeus à chinoca e partir rumo à Guanabara. Ver outra gente, gente boa, amiga, gente brasileira, que sabe ser gente como nenhuma outra gente. As músicas do Festival Universitário são gravadas também de repente, mas o compacto não pôde ser lançado porque “Por Favor, Sucesso”, a vencedora, participaria de um outro festival, o Internacional da Canção. As emoções e conquistas vão-se empilhando. Que fazer diante de tanta coisa inesperada e tão de repente, Meu Deus? Agora o Cadaxo, que já viu tudo de perto, acreditava e ordena este LP com o Liverpool, que não é apenas o resultado de um som, mas é, isto sim, a soma de cada um dos seus integrantes, onde a busca de liberdade total de sua música possa fazer com que eles se comuniquem com os jovens – como eles – deste imenso planeta. O som tem de ser livre, livre como vocês, guascas machos de um LIVERPOOL aberto, grande, universal!!! De repente, Mimi – guitarrista solo -, Edinho – baterista -, Marquinho – guitarra base -, Foguete – cantor – e Pepeco – baixista – ficaram, mais do que de repente, famosos. Casaram e tiveram muitos liverpoolzinhos lá pelo ano de 2001. (...)
Sabe o que é isso? Tirando Elis, Teixeirinha, Gildo de Freitas, José Mendes e uns poucos conjuntos melódicos, gaúcho gravando LP era um feito raro. No rock, então, antes deles, só o disco aquele do Baldauf e o LP dos Brasas, de 1968.