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Entre o mundo e eu – Capítulo VII

Parêntese #327

O Avesso da Pele

“Me encontra no João de Barro às 19h.”

Uma frase. Simples assim. Só recebi essa frase da Natália. Olhei no celular no intervalo do almoço. Nada mais. Respondi com um tudo bem. Estarei lá. 

O dia passou e eu não tirei essa frase da cabeça. 18:30h meu coração já batia forte no peito, meu corpo estava na livraria, mas minha cabeça já estava lá na República. Acho que dava para notar meu nervosismo, faltando uns 15 minutos, o Alfredo e a Camila, já de pronto: Pode ir lá, tá louco pra ir mesmo… Depois de rir eu expliquei o motivo. Saí correndo dando tchau e agradecendo. 

Caminhando pela José Bonifácio o coração batia mais forte. Escuro, muito escuro. Um breu. Medo e aflição. Caminhava quase correndo, passava pelas pessoas, na troca de olhares, notava o medo da parte deles, e eles notavam minha indiferença. Pressas para chegar na João Pessoa. Atravessar a avenida, e depois seguir até a República.