Confira todos os textos da edição #330
- Jamil Chade: “Casa é onde a gente vai com as pessoas que a gente ama”, por Roberto Jardim
- Copa numa hora dessas, por Roberto Jardim
- As Copas do Simon, por Carlos Simon
- Álbum de recordações, por Eduardo Brigidi
- Os Guarani e seus mapas, por Artur Barcelos
- O rock gaúcho - Parte XI, por Arthur de Faria
- Meu paciente chamado Guaíba, por Enrique Falceto de Barros
- Terras raras: de patinhos feios a cisnes, por José Roberto Iglesias
- Entre o mundo e eu - Capítulo X, por Marlon Pires Ramos
- Na companhia de Cascudo, por José Botelho
- 1926 - A estreia da banda italiana de Otávio Rocha, por Álvaro Santi
- Cordel do Corte Raso — Capítulo 9, por Gonçalo Ferraz
O sonho de todo o árbitro de futebol - pelo menos daqueles que encaram o ofício como uma profissão e não uma fonte de renda suplementar – é um dia ser convocado para trabalhar na Copa do Mundo. Comigo não foi diferente. Ser um árbitro de uma Copa era um sonho incipiente em 1984 quando fui fazer o curso de arbitragem na FGF (Federação Gaúcha de Futebol), estimulado por Luiz Cunha Martins, grande amigo e, na época, meu professor de Educação Física, na Escola Técnica Parobé. Porém, o que inicialmente era uma quimera foi ganhando contornos de realidade, conforme fui galgando os degraus da profissão, a saber: primeiro, atuando como assistente em jogos amadores; depois, como árbitro; a seguir, mediando partidas dos juniores até chegar no Campeonato Gaúcho, da primeira divisão, e jogos nacionais e internacionais.
No entanto, ao contrário do que talvez possa sugerir este relato, esse não foi um caminho trilhado em linha reta e campo limpo. Foram inúmeras as horas dedicadas ao estudo das regras de jogo e ao aprimoramento da forma física – muitas vezes em prejuízo da atenção e do carinho merecido pelos meus familiares. Felizmente minha família sempre soube entender as circunstâncias especiais que envolveram o exercício da arbitragem de futebol. Reconheço que me falta talento para expressar aqui em palavras a emoção que senti quando, depois de 18 anos de profissão, fui escalado pela FIFA para atuar na Copa do Mundo de 2002.