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Copa numa hora dessas

Parêntese #330

Copa numa hora dessas
Foto: Fauzan Saari

Confira todos os textos da edição #330

Do jeito que o mundo tem capotado nessa esquina caótica da História em que vivemos, cabe a pergunta: Copa numa hora dessas? Afinal, os EUA, uma das sedes da Copa do Mundo de 2026, ao lado do Canadá e do México, invadiram e sequestraram o presidente de um país no começo do ano, passaram a bombardear outro no final de fevereiro e, agora, às vésperas do Mundial, ameaçam entrar em outra nação para prender um ex-mandatário. Fora as questões internas.

Enquanto isso, a FIFA e seu presidente, Gianni Infantino, donos máximos do futebol, não estão nem aí. Pensando nos lucros estratosféricos que o evento máximo do jogo de bola rende, mantiveram sua hipocrisia tradicional. De um lado, proibiram a Rússia de disputar as Eliminatórias para 2022 e 2026, deixando o país de Vladimir Putin de fora de ambos os Mundiais. De outro, não deram um pio sobre as ações da Casa Branca.

E, para piorar, o cartola ainda criou um tal Prêmio da Paz FIFA, que teve como primeiro “vencedor” justamente Donald Trump, o responsável pela turbulência planetária dos últimos meses. Tudo bem, quando a honraria foi outorgada, o cenário não era tão caótico. Mesmo assim, Infantino agiu como antecessores que viveram momentos parecidos no passado.