Confira todos os textos da edição #330
- Jamil Chade: “Casa é onde a gente vai com as pessoas que a gente ama”, por Roberto Jardim
- Copa numa hora dessas, por Roberto Jardim
- As Copas do Simon, por Carlos Simon
- Álbum de recordações, por Eduardo Brigidi
- Os Guarani e seus mapas, por Artur Barcelos
- O rock gaúcho - Parte XI, por Arthur de Faria
- Meu paciente chamado Guaíba, por Enrique Falceto de Barros
- Terras raras: de patinhos feios a cisnes, por José Roberto Iglesias
- Entre o mundo e eu - Capítulo X, por Marlon Pires Ramos
- Na companhia de Cascudo, por José Botelho
- 1926 - A estreia da banda italiana de Otávio Rocha, por Álvaro Santi
- Cordel do Corte Raso — Capítulo 9, por Gonçalo Ferraz
Um mar lírico
“O amor acaba.”
Uma cliente falou essa frase na livraria. Por algum motivo, essa frase me fisgou. A frase foi dita numa conversa trivial de duas amigas que procuravam livros para presentear alguma amiga em comum. Eu estava por perto no momento. Entre um café e outro, passei por elas e, quando passei, ouvi. E ficou reverberando na minha cabeça. Logo depois, as duas foram embora. A livraria mantinha seu fluxo de cafés, livros para presente, livros para o estoque, livros para devolução e tantas outras coisas que acontecem numa livraria. Entretanto, a frase latejava minha cabeça e doía meu peito.
O amor acaba.
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