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Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo: "Segurança pública precisa ser tratada como política de Estado"

Parêntese #327

Se o sujeito para pra ler notícias sobre segurança pública no Brasil é quase certo que fica apavorado. O mundo das drogas, os assaltos e roubos, as milícias – e de outro lado a corrupção e a truculência de setores não pequenos daqueles funcionários públicos que trabalham para conter e combater aqueles crimes. O trabalho do Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo, na universidade, se dedica a estudar, analisar e interpretar esse universo há décadas. E agora apresenta um ponto alto de sua trajetória de estudioso, com sínteses de fôlego sobre o que acontece e o que deveria acontecer nesse campo.

Saiba mais sobre o tema na entrevista com o autor, cujo livro Segurança pública – Violência, medo e política no Brasil está em pré-venda pela Alameda Editorial. 

Imagem: Reprodução / Editora Alameda

Luís Augusto Fischer: Esse livro pode ser encarado como um ponto de maturidade na tua trajetória, não é? Conta um pouco de como começou e por onde andou o teu percurso de estudioso do tema da segurança pública.

Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo: Sim, acho que o livro representa um momento de maturidade, de tomada de posição nas disputas do campo, e de acerto de contas. Minha formação inicial foi no Direito, com alguns anos de atuação jurídica e de assessoria, até que há 31 anos ingressei no curso de especialização em análise social da violência e segurança pública da UFRGS. Esse foi um ponto de inflexão importante, porque me permitiu articular minha formação jurídico-política e criminológica com uma agenda de pesquisa voltada ao funcionamento concreto das agências de controle penal, da produção legislativa à execução da pena. A partir dali, a Sociologia passou a me oferecer instrumentos para compreender empiricamente as polícias, o sistema de justiça criminal e a execução penal, sem abandonar o diálogo interdisciplinar com o Direito, a Antropologia e a Ciência Política.