Confira todos os textos da edição #326
- Ferreiros de Potengi e a cidade que não dorme, por Daisson Flach
- Sobre Tasso Bangel, por Arthur de Faria
- Crônicas animais - A corda é o vínculo, por Marília Kosby
- Há par e ser: África e o Sul Global na Bienal de Veneza, por Samantha Buglione
- Espaço e tempo na era das plataformas: contribuições de Milton Santos para compreender o Brasil contemporâneo, por Wagner Nabarro e Natalia Sá Britto
- Do lado de cá do arroio, por Evandro Machado Luciano
- As primeiras reduções do Tape, por Artur Barcelos
- Entre o mundo e eu - Capítulo VI, por Marlon Pires Ramos
- Cordel do Corte Raso - Capítulo 5, por Gonçalo Ferraz
O primeiro trabalho que apareceu para o taquarense Tasso Bangel (Taquara, 1931 – São Paulo, 2026), então com míseros 17 anos de idade, o definiria para o resto da sua longuíssima vida. Estávamos em 1948, e a Rádio Farroupilha, fundada em 1935 na onda das comemorações dos 100 anos da Revolução Farroupilha, já era a principal emissora do estado e contava com orquestra, big-band, um regional de choro e outros grupos. O que ela não tinha era um conjunto vocal.
Tasso era aluno do maestro Roberto Eggers e, nesse momento, estava no meio da sua sólida formação musical, acontecida nas duas melhores escolas de música clássica da cidade: o Instituto Musical Porto Alegre e o Instituto de Belas Artes (atual Instituto de Artes da UFRGS).
A ele foi dada a missão de criar o conjunto vocal da rádio, na onda dos grandes grupos de então, surgidos uma década depois do Bando da Lua, que acompanhava Carmen Miranda: eram conjuntos como o Quatro Ases e um Curinga, Anjos do Inferno ou o melhor de todos, fundado em 1942: Os Cariocas.