Confira todos os textos da edição #331
- Sem explosões, com transformações, por Luís Augusto Fischer
- Maria Regina Pilla: Existencialista, militante, cidadã do mundo, por Luís Augusto Fischer
- Primeiro, não tomar gol, por Fernando Carvalho
- Minha primeira Copa, por Juremir Machado da Silva
- O rock gaúcho – Parte XII, por Arthur de Faria
- Rebeldia comportada, por Abrão Slavutsky
- Essa terra não tem dono!, por Artur Barcelos
- Sussuarana – Capítulo I, por Alice Elnecave Xavier
- Cordel do Corte Raso – Capítulo 10, por Gonçalo Ferraz
- Grato, Carlo Ginzburg, por Francisco Marshall
- Pedro Brum Santos, entre a literatura e a história, por Lucas Zamberlan
- Uma tristeza medonha, por Karina Lucena
Um Tratado em Madri. Terra, sangue e morte.
“Da Europa avisavam, pela via de Lima, que o Confessor do Rei, vencido enfim pelos remorsos de sua consciência, havia revelado inteiramente ao Monarca o estado das coisas relativas aos índios; que Sua Majestade se horrorizara e que imediatamente ordenara a reunião dos Ministros; e que também havia consultado as Universidades para que examinassem e declarassem se os índios guaranis, que sem o emprego da força das armas e espontaneamente, apenas pela pregação, haviam se submetido ao Rei e colocado suas terras sob sua proteção, se estes, que se haviam sujeitado sendo livres, poderiam licitamente ser privados de suas terras, e outras questões do mesmo teor. Ainda não se conhecia a resolução dessas juntas, mas esperava-se que a justiça da causa obrigasse os juízes a proferir uma sentença justa.”