Confira todos os textos da edição #323
- A demora do livro, a demora do idioma, por Augusto Darde
- O rock gaúcho – Parte V, por Arthur de Faria
- Um encontro fugaz entre o ser e o estar, por Horacio Dottori
- O que ainda precisamos ensinar, por Kétina Timboni
- Da criatividade ao cuidado: aprendizados de uma vida em movimento, por Marilice Costi
- Sobre o livro “Mundo Impossível”, de Mayara Floss, por Olga Garcia Falceto
- Marina Lima em Ópera Grunkie, por Luciano Mello
- Entre o mundo e eu – Capítulo III, por Marlon Pires Ramos
- Cordel do Corte Raso – Capítulo III, por Gonçalo Ferraz
- Porto Alegre, 1912-14: Os pinta-monos da revista Kodak, por Arnoldo Doberstein
Mayara Floss, médica de família e comunidade e artista multimídia, doutora pela USP, é uma das três finalistas do Prêmio Açorianos de Literatura de 2026 com o livro “Mundo Impossível” (Editora Coragem, 2024). Mayara merece o prêmio pela carreira como escritora, mas especialmente por escrever um livro tão necessário. Trata-se de justiça para quem escreve bem sobre temas urgentes para a humanidade.
“Mundo Impossível” é um conjunto de contos distópicos que caricaturam tempos igualmente distópicos. Já vivemos em tempos assim – é isso que o livro quer nos dizer.
Um conto, em especial, ficou na minha memória: “Carvão”, sobre o governador que precisava impedir a construção de mais uma mina de carvão mineral, cuja operação pioraria ainda mais a qualidade do ar. Claro que ele ficou paralisado, incapaz de impedir pessoalmente a obra e, ao fim de tanta angústia – desculpem o spoiler –, ele próprio vira carvão.